O fajuto Decotelli continua
Decotelli, que já conta com diversas inconsistências curriculares, mesmo sem tomar posse, colocou a informação em seu currículo de foi ministro da Educação por 5 dias.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) realiza terceira audiência pública destinada a
Decotelli, político profissional | Foto: Reprodução

Carlos Decotelli foi anunciado como terceiro ministro da Educação pelo Diário Oficial da União, mas ele nem chegou a ser nomeado, e saiu antes mesmo de tomar posse. Ainda assim, rapidamente atualizou seu currículo do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologia (CNPq), incluindo que foi ministro da Educação entre os dias 25 e 30 de junho do ano de 2020. Esse é o nível dos comandantes principais da política brasileira escolhidos com Bolsonaro no poder.

A realidade é que Decotelli nunca chegou a ocupar o cargo. Em primeiro lugar, ninguém consegue exercer a função de ministro em 5 dias, em segundo, o artigo 7° da lei 8112, que dita as regras do serviço público, diz que a investidura de um servidor em um cargo só ocorre após a posse. Assim, fica escancarado o caráter oportunista do ex-ministro, que já apresentou diversas falcatruas em seu currículo.

Vale relembrar que ele informou que ele mentiu sobre ter feito doutorado em uma universidade da Argentina, e pós-doutorado em uma na Alemanha. Além disso foi denunciado pela Fundação Getúlio Vargas de ter plagiado seu mestrado, e que nunca chegou a ser professor efetivo de lá como enuncia. Após as polêmicas, usadas como argumento para tirá-lo do cargo, ele até chegou a mudar seu currículo Lattes. O pior é que não é nem o primeiro, nem o último candidato da direita a mentir sobre seus méritos. É engraçado perceber que enquanto os bolsonaristas atacam a comunidade universitária de baderneira e inútil, eles correm para conseguir um currículo acadêmico.

A graça em ver o circo pegar fogo, com as diversas trocas ministeriais, e finalmente com a crise política entre a direita e a extrema direita, não é nenhuma vitória ou alívio para a esquerda. Dada a situação, torna-se mais evidente o que o PCO já levanta desde o começo do governo golpista. Com Bolsonaro no poder, nenhum setor do poder executivo vai ser comandado por alguém “civilizado”, ou ainda, por alguém que tenha qualquer interesse em solucionar a crise e avançar com as medidas de desenvolvimento nacional. Além disso, junto com ele está a direita tradicional, que também não levará adiante nenhuma pauta popular para o congresso ou para o parlamento.

Sem a derrubada de Bolsonaro e de todos os golpistas, a educação sempre servirá o programa imperialista de desmonte do ensino público. Assim como, só poderá ser comandada por personalidades de tal categoria. Por isso os estudantes necessitam de clareza para se mobilizar contra o programa fascista para a educação. É inútil fazer como a UNE e a UBES, e pedir a queda de um ou outro ministro pelas redes. Logo de cara, entram outros com as mesmas propostas, ou ainda piores para os estudantes da sua base. A mobilização precisa ser massiva e ser nas ruas, e exigir nada a menos do que o “Fora Bolsonaro e Todos os Golpistas”.   

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas