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O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, defendeu que seria preciso que os militares que estão intervindo no Rio de Janeiro tivessem “garantias para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade no futuro”.

Segundo informações da própria imprensa burguesa, os militares querem garantia de exercício do “direito de autodefesa” e “poder coercitivo ampliado”. Esse é o modelo que respaldou os crime do Exército durante os dez anos de ocupação no Haiti. A legislação protegia os militares de praticamente todo o tipo de processos na Justiça comum. Em suma, o que os comandantes querem é a liberdade para matar e cometer atrocidades nos morros do Rio de Janeiro.

O general Augusto Heleno, que comandou as tropas no Haiti, e mais alinhado a setores ainda mais direitistas das Forças Armadas deixou claro em entrevista à Band News FM o que significam essas garantias. Segundo Heleno, os militares brasileiros no Haiti, dos generais até os sargentos, tinham “flexibilidade” para decidir na hora quem eles achassem  que representassem um perigo, tendo portanto total direito de atirar para matar. Augusto Heleno traduziu exatamente o que querem os comandantes militares: licença para matar.

Tudo fica mais tenebroso se ligarmos a exigência de “poder coercitivo ampliado” com a crítica de Villas Bôas à Comissão da Verdade. Nunca é demais lembrar inclusive que o chefe do gabinete de Segurança Institucional de Michel Temer, o general Sérgio Etchgoyen, já criticou abertamente a Comissão da Verdade que citou seu pai, o general Leo Guedes Etchegoyen, como responsável por violações dos direitos humanos durante da ditadura militar.

As declarações cada vez mais abertas dos generais e do alto comando das Forças Armadas expressam o sentido do golpe de Estado no País. A intervenção militar no Rio de Janeiro é um fato decisivo no sentido de um golpe militar. Na medida em que o regime político avança no sentido de um fechamento cada vez maior, os militares sentem-se mais à vontade para defender a ditadura militar.

O que está sendo colocado em prática no Rio de Janeiro, a princípio contra a população pobre mas que logo se estenderá para um enfrentamento abertamente político, é uma ditadura militar, com atrocidades cometidas contra o povo. Esse é o sentido do golpe.

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