PCO: para derrotar a reforma, grande ato em Brasília e Fora Bolsonaro!
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PCO: para derrotar a reforma, grande ato em Brasília e Fora Bolsonaro!
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Publicamos abaixo a Declaração que os militantes do PCO (Partido da Causa Operária) e da Corrente Sindical Nacional Causa Operária estarão distribuindo nos atos desta quarta, dia 10, em São Paulo e demais localidades, e no ato nacional, do dia 12, em Brasília.

Para derrotar a reforma, ato nacional em Brasília e fora Bolsonaro

Distribuindo mais de R$ 2,5 bilhão em emendas de parlamentares e garantindo vantagens para as os setores mais direitistas que apoiaram a fraude que o elegeu, como os militares e policiais, o governo ilegítimo de Bolsonaro e a maioria do congresso golpista está encaminhando a aprovação da famigerada reforma da Previdência, com a qual quer roubar mais de R$ 1 trilhão dos trabalhadores para entregar nas mãos dos banqueiros e outros especuladores estrangeiros e internacionais.

A “reforma” é o maior roubo dos trabalhadores de todos os tempos. Se aprovada, vai deixar a maioria dos trabalhadores sem aposentadoria, aumentar os descontos para a Previdência e reduzir o benefício pago para os trabalhadores. Todos saem perdendo, os que conseguirem o “milagre’ de se aposentar e os jovens que terão ainda maiores dificuldades para ingressar no mercado de trabalho.

A aprovação da “reforma”, é uma prova cabal do fracasso da política de colaboração e entendimento com os golpistas que derrubaram a presidenta Dilma, que organizaram e apoiaram a criminosa operação lava jato para condenar e prender Lula e outros adversários do regime , para entregar o País para os abutres imperialistas e impor um regime de escravidão sobre os trabalhadores e a juventude.

Sua votação até agora, teve a liderança decisiva do deputado golpista do DEM, Rodrigo Maia (na foto à direita), presidente da Câmara, cuja eleição foi apoiada por setores da esquerda burguesa e pequeno burguesa, como o PCdoB e alas do PT, defensores da política de “frente ampla”, ou seja, de uma aliança com setores da burguesia que organizaram ou apoiaram o golpe de Estado. Mais foi chamado de “general da reforma”, por Bolsonaro, já havia sido um dos principais articuladores da aprovação da famigerada reforma trabalhista, que destruiu a CLT. Está mais do que comprovado que essa política de acordos e entendimentos com os inimigos dos trabalhadores serve apenas aos interesses dos seus próprios defensores e serve para desarmar a necessária reação dos trabalhadores.

Outro dado importante da votação é que a proposta também foi apoiada pelo partido presidido pelo deputado “Paulinho da Força” (foto), o Solidariedade (SDS), ou ainda pelo PSC, do deputado pelo Sergipe e presidente do Sindicato dos Motoristas de São Paulo, Valdevan Noventa (PSC-SE), da UGT – que furou 100% a greve geral -, comprovando o enorme valor da “unidade” com setores que além de sabotarem a greve geral, no último dia 14, dão seu voto para destruir a vida de milhões de trabalhadores, como defendem de setores da esquerda (PSTU, PCdoB, PSOL, direita do PT etc.) e até de sindicalistas da CUT.

Diante dessa derrota previsível, fica ainda mais clara a inutilidade da ação parlamentar da esquerda, bem como de todas as ações limitadas às instituições do regime golpista (Congresso, Judiciário etc.), no sentido de barrar a ofensiva que vem dos golpistas. Infelizmente, não é a primeira derrota. Além do próprio golpe de Estado (via impeachment), perdemos no congelamento dos gastos públicos por 20 anos (ex-PEC 95), na “reforma” trabalhista, na “reforma” do ensino médio, nas ações no judiciário para libertar Lula etc. etc. etc.

Não faz sentido “dar murro em ponta de faca”, insistir na política que provocando derrotas atrás de derrotas, como propõe setores da esquerda e da burocracia sindical que insistem na “pressão” individual sobre os deputados. Mandar mensagens, vaiar, escrachar nas redes sociais etc. de forma alguma será capaz de alterar a posição de deputados que estão PRESSIONADOS, de fato, pelos milhões em emendas que estão sendo liberadas pelo governo em seu favor, pela campanha a favor da imprensa golpista e, incentivados, pela trairagem dos que fingem estar do lado dos trabalhadores mas que estão vendidos “até a alma”, desde a sua origem, para os patrões como é o caso de dirigentes da Força Sindical, da UGT e de outros pelegos.

Fica evidente que a única arma real, capaz de deter não só a reforma da Previdência, mas a ofensiva de conjunto contra o povo brasileiro por parte do regime golpista é a mobilização dos explorados e de suas organizações de luta, nas ruas.

Essa mobilização tem que superar as ilusões na ação nas saídas parlamentares e institucionais, ainda mais sem sentido em um regime em que essas instituições estão sob o controle total da direita (ainda que haja divisões entre eles). Os trabalhadores precisam intervir não para “pressionar” ou apoiar uma politica de entendimento, de conciliação com os golpistas, porque são eles que vão pagar a conta e não os chefes políticos que apontam esse caminho sem saída.

É preciso ter uma política própria, independente da burguesia. Tirar proveito da divisão entre os golpistas, da crise do governo Bolsonaro e apontar claramente que a única saída está na ampliação da mobilização que vem crescendo desde os grandes atos de maio (15 e 30) e da greve geral de 14 de junho (mesmo com a sabotagem dos pelegos). Convocar claramente a mobilização em sintonia com o sentimento cada vez maior da população de rejeição ao governo, apontando uma alternativa real: derrubar Bolsonaro para derrotar a reforma da Previdência e todos os ataques dos golpistas contra o povo brasileiro; cancelas todas as “reformas” dos golpistas; libertar Lula e todos os presos políticos, anular os processos criminosos da lava jato; convocar novas eleições gerais, com Lula candidato.

Nesse sentido, é preciso concentrar forças na realização nos atos dos dias 10 e 12 de julho, como estão sendo convocados pela CUT e demais entidades de luta dos explorados e já anunciar a realização de uma nova jornada nacional de lutas, com luta de verdade, com a ocupação de Brasília com um grande ato nacional em agosto, que sirva também para impulsionar a greve geral pela derrota cabal da “reforma”.

 

PCO – Partido da Causa Operária – (11) 96388-6198 (Vivo)

Corrente Sindical Nacional Causa Operária – (11) 96388 6198