Não ao golpe militar
Esquerda saiu às ruas na última semana contra o golpe militar boliviano em La Paz, El Alto, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
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Bolivia
Manifestante em meio a névoa de gás lacrimogêneo. Foto: Natacha Pisarenko/AP Photo |

O dia 10 de novembro de 2019 entrará para a história como a data de mais um golpe militar dado na América Latina. Dessa vez, a vítima foi o povo boliviano, que viu as Forças Armadas destituírem o governo de Evo Morales, atendendo, assim, aos interesses do imperialismo. A operação aconteceu conjuntamente com a pressão feita pela Organização dos Estados Americanos (OEA), controlada pelo imperialismo, e por grupos de extrema-direita, sobretudo liderados por Luis Camacho, diretamente financiados pelos capitalistas.

Derrubar um governo que já está há quase uma década e meia no poder, que é apoiado pelo movimento popular e que foi reeleito há menos de um mês é, contudo, uma operação de altíssimo risco. Assim que Evo Morales, pressionado pelos golpistas, renunciou, o povo boliviano saiu às ruas para protestar contra a direita golpista. Os atos na Bolívia foram bastante numerosos e já tiveram uma série de enfrentamentos, mostrando a tendência à radicalização da luta dos trabalhadores bolivianos. No Brasil, também houve manifestações importantes, que denunciaram a ofensiva do imperialismo e a participação do governo Bolsonaro no golpe.

10 de novembro

No dia em que o golpe foi consolidado, ocorrendo a renúncia de Evo Morales junto com parlamentares e ministros, o povo boliviano saiu às ruas já bastante revoltado. Além de pedirem a cabeça do líder fascista Luis Camacho – literalmente -, jogaram coquetéis molotov na polícia.

11 de novembro

Brasília

Na Embaixada da Bolívia, em Brasília, foi realizado o primeiro ato no Brasil contra o golpe militar mais recente na América Latina. Participaram mais de 100 ativistas das mais diversas organizações, como o Partido da Causa Operária (PCO), o PT e o PCdoB.

Buenos Aires – Argentina

No dia seguinte ao golpe, os argentinos organizaram uma marcha na Avenida de Maio, em Buenos Aires, em direção à embaixada da Bolívia na Argentina e à sede do Ministério de Relações Exteriores. Milhares de pessoas acompanharam o protesto.

12 de novembro

Caracas – Venezuela

Os venezuelanos, que têm sido vítimas de uma sequência infinda de boicotes do imperialismo norte-americano, em uma tentativa de golpe semelhante ao boliviano, realizaram, no dia 12, a Marcha Internacional Antiimperialista Afrodescendiente em apoio a Evo Morales.

La Paz – Bolívia

Por dois dias consecutivos, o povo boliviano ocupou o centro de La Paz, capital boliviana, nos dias 12 e 13 de novembro. Os protestos levaram milhares de pessoas às ruas e aconteceram sob grande tensão, sendo, inclusive, acompanhados por caças das Forças Armadas.

Muitos dos presentes no ato levam consigo a Whipala, bandeira tradicional dos povos originários que foi oficializada quando da proclamação do caráter plurinacional da república boliviana, no governo Evo Morales, e que tem sido queimada aos montes pelos golpistas, comprovando como são fascistas os opositores a Morales.

No dia 13, houve episódios de repressão.

São Paulo

Na tarde do dia 12, centenas de pessoas compareceram à frente do Consulado Geral da Bolívia, em apoio ao povo boliviano que luta nas ruas para reverter o golpe de Estado .O Partido da Causa Operária (PCO), uma das organizações que convocaram o ato, levou militantes e realizou uma intervenção no evento, representado pelo companheiro Eduardo Vasco. Assista aqui à intervenção:

13 de novembro

El Alto

Os trabalhadores de El Alto têm sido um dos setores mais combativos da resistência boliviana ao golpe. Desde o dia 10, o povo de El Alto tem sido protagonista de gritos de guerra como “fuzil, metralha, El Alto não se cala”. No dia 13, mais uma vez, no mesmo momento em que o povo de La Paz saía às ruas, El Alto estava em protesto.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, um ato contra o golpe na Bolívia reuniu pessoas de diversas organizações, principalmente do Partido da Causa Operária (PCO) e da Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST).

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