De olho nas terras indígenas, latifundiários fascistas vão exonerar cargos que garantem a demarcação das reservas

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Os golpistas anunciaram a exoneração de coordenadores da Fundação Nacional do Índio (Funai) das áreas de demarcações de terras indígenas e a área de licenciamento ambiental indígena.

A presidência da Funai solicitou a exoneração da coordenadora-geral de licenciamento ambiental da Funai, a antropóloga Janete Albuquerque de Carvalho, e do coordenador-geral de identificação e delimitação de terras indígenas, o antropólogo Gustavo Hamilton de Souza Menezes. Os dois servidores atuavam desde o governo Dilma Roussef nessas funções.

As duas coordenações são as mais importantes da autarquia, pois são responsáveis pela proteção das terras indígenas já demarcadas contra os ataques de empreiteiras e latifundiários diante de grandes obras, como estradas e hidrelétricas, e a proteção dos povos e seus costumes com a garantia do principal direito que são suas terras.

Um estudo organizado no início desde ano pelo Instituto Socioambiental (ISA) e a Funai apontou que há pelo menos 40 grandes projetos que vão estar dentro de terras indígenas já demarcadas, por exemplo grandes hidrelétricas, linhas de transmissão e estradas.

Bolsonaro já declarou “se eu assumir, índio não terá mais 1cm de terra” e que vai aprovar a exploração comercial das terras indígenas para projetos agrícolas, madeireiros e de mineradoras. E para realizar esses ataques vai ter que realizar uma enorme caça as bruxas e de colocar todos os ministérios nas mãos de latifundiários e pistoleiros.

Por isso, essas exonerações são o início de um processo de caça as bruxas dentro da Funai para que o governo do fascista Jair Bolsonaro coloque em prática a sua política de ataques aos povos indígenas.

A intenção da extrema-direita é perseguir os servidores que atuam para respeitar os direitos e modos de vida dos povos indígenas e montar uma equipe de latifundiários e pistoleiros para acabar colocar em prática uma política de terra arrasada e genocídio desses povos.