Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
cms-image-000611851
|

Da redação – Artigo do jornalista Joaquim de Carvalho, do portal DCM, revela que os militares tramam o golpe e a eleição de Bolsonaro desde 2014.

“A eleição de Bolsonaro é um plano que começou a ser arquitetado no Exército em 2014, quando se completaram 50 anos do golpe de 64”, escreve o repórter, que cita reportagem de outubro de 2018 da revista argentina Letra P com entrevista de um militar anônimo de alto escalão que discorre sobre a trama conduzida pelos militares.

De acordo com a reportagem da revista, o plano dos militares é controlar o regime político sem aparecerem publicamente como cabeças do governo.

“A idéia é testar uma “terceira via”, que é algo diferente de uma situação em que os militarem sejam cabeças de um regime próprio ou subordinados passivos a autoridades civis. Queremos ser aceitos como cidadãos. É por isso que estamos falando de uma nova democracia.

Nele, não deve haver restrição à participação de oficiais militares em cargos públicos.”

Ainda segundo a fonte, inicialmente o Exército não estava unido completamente em torno da opção Bolsonaro, mas foi adestrando o ex-deputado. As declarações do militar anônimo revelam ainda que os militares de nacionalistas não têm nada e impuseram sua política a Bolsonaro, para depois o levarem à presidência da República.

Bolsonaro estava aberto ao diálogo e, dia a dia, vimos que ele mostrava valores importantes, como disciplina, respeito e muita humildade. Ele aceitou nossas sugestões e mudou muitas de suas posições anteriores. Por exemplo, passou do nacionalismo econômico que anteriormente defendia ao liberalismo. Isso, o que é visto na campanha, foi o produto do diálogo que o Exército abriu com ele, não tem dúvidas.

Além disso, o militar entrevistado revela ainda o anticomunismo das Forças Armadas, ainda mais devido à necessidade da burguesia e do imperialismo de impor uma política dura de neoliberalismo contra o povo a partir da crise de 2008, tendo inevitavelmente que retirar o PT do governo.

“Ficamos claros que os partidos do centro não se uniriam para enfrentar a esquerda”, disse. Ou seja, os militares tiveram de agir e comandar o golpe. Não foram os partidos de “centro” (a direita tradicional) que organizaram o golpe contra Dilma em 2016, a prisão de Lula e a eleição de Bolsonaro. Como a própria declaração revela, foram sobretudo os militares que deram o golpe de Estado, mesmo que por debaixo dos panos.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas