Urgente
É preciso que o DCE Livre, da USP, assuma de forma concreta a política do Fora Bolsonaro, convocando a população e os estudantes para enfrentar os fascistas nas ruas
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Corinthians Antifa. | Foto: Reprodução/Twitter

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo (USP), o DCE Livre, emitiu nesse domingo (31), nota de repudio à repressão da polícia militar do estado de São Paulo aos atos pró-democracia ocorridos no dia, posicionando-se, então, a favor dos manifestantes. A nota denuncia, ainda, o avanço do fascismo e convoca a população a tomar o lado da luta pela democracia.

Este último domingo foi marcado mais uma vez por agitações políticas nas ruas de SP, um dos centros políticos econômicos do País, onde se marca também o centro das agitações políticas contra o governo fascista de Jair Bolsonaro. As manifestações vêm se acirrando cada vez mais nas últimas semanas, sobretudo por conta da presença cada vez maior de setores populares, como a da torcida organizada Gaviões da Fiel, moradores das favelas e militantes do Partido da Causa Operária.

O que é preciso observar na nota do DCE Livre é que ela não mobiliza a população e nem os próprios setores a se juntarem aos atos pela derrubada do governo Bolsonaro. O movimento estudantil de conjunto, apoiado pela União Nacional dos Estudantes, tem seguido a política da esquerda pequeno-burguesa, que é a política do ‘fique em casa’, justificada por falsos fundamentos científicos que, na verdade, querem sustentar o medo desses setores, referentes à classe média. Algo injustificável.

No entanto, a população mais necessitada está, desde o começo da pandemia, engajada em atos de rua, o que reflete a urgência na sobrevivência desses setores antes já sufocados pelo governo da extrema-direita e que estão vivendo agora uma situação de calamidade pública. Esse é o caso da comunidade de Paraisópolis em SP, por exemplo, que vive com o desafio de sobreviver todos os dias às próprias custas, abandonada à própria sorte para viver durante a pandemia sem ao menos ter água e sabão.

A pandemia escancarou os problemas mais urgentes da população brasileira e a luta pela sobrevivência levou as classes trabalhadores pobres ao extremo, tendo que ir às ruas a todo custo para conseguir sobreviver. Isso mostra que, na verdade, a política de isolamento social é uma política que serve somente à burguesia, pois nas favelas e morros o que ocorre é a total impossibilidade das exigências de proteção recomendadas. A direita esconde a situação de caos em que vive a população pobre, repreendendo seus atos e causando um genocídio generalizado. Segundo a Agência Pública, as estatísticas apontam que os casos de morte por COVID-19 da população negra e pobre já é cinco vezes maior do que a de pessoas brancas.

Portanto, é preciso que o DCE Livre, da USP, assuma de forma concreta a política do Fora Bolsonaro convocando a população e os estudantes para enfrentar os fascistas nas ruas, fortalecendo os setores populares, que refletem à risca a realidade por quê o País passa. Não é mais possível aguentar, a população está sendo arrastada para um precipício. Os estudantes precisam entender que, a tal “incapacidade de lidar com a situação” do governo Bolsonaro é, na verdade, a política da extrema-direita para o país. Bolsonaro e a extrema-direita têm “mostrado ao povo brasileiro sua faceta mais cruel” desde o início e a pandemia tornou a situação insustentável.

É preciso mobilizar os estudantes para uma política do Fora Bolsonaro nas ruas.

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