UFRN
Calendário acadêmico foi aprovado sem consulta aos estudantes e prevê 3 períodos letivos em somente 1 ano
Ato contra a precarização do ensino nas universidades e contra as intervenções na UFERSA e IFRN
Ato contra as intervenções na UFERSA e IFRN, realizado em dezembro de 2020 | Foto: Reprodução
Ato contra a precarização do ensino nas universidades e contra as intervenções na UFERSA e IFRN
Ato contra as intervenções na UFERSA e IFRN, realizado em dezembro de 2020 | Foto: Reprodução

Nessa semana, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) convocou um ato pela revogação do calendário acadêmico de 2021. De acordo com divulgação do próprio DCE, a chamada seria para uma paralisação e ocupação da reitoria, marcado para às 15h da última segunda-feira (18), data em que começariam as aulas na universidade, na modalidade de ensino remoto.

O DCE defende que a decisão do calendário passe pela comunidade acadêmica. Decisão essa que foi feita de forma totalmente arbitrária através do Consepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), sem a consulta dos estudantes. Além disso, denunciaram também “a falta de diretrizes para o treinamento dos professores e capacitação para darem aulas remotas”, o que precariza ainda mais o ensino.

A UFRN segue como mais um exemplo da política da burguesia para a população de todo o país: a de retorno das aulas em meio à pandemia do corona vírus. Para o ensino superior, defende-se o Ensino a Distância (EAD), que em determinados lugares recebe o nome de ensino remoto ou qualquer outro nome que sirva para encobrir a farsa que é a educação fora dos ambientes escolares. Para o ensino básico, a direita é ainda mais agressiva e defende abertamente a volta às aulas presenciais, colocando centenas de milhares de alunos em risco e expostos ao vírus, podendo infectar não só os próprios alunos, mas também todo seu círculo familiar, além da exposição nos transportes lotados que a maioria precisa enfrentar para chegar à sua escola.

O plano da burguesia para a educação é promover um genocídio da população e destruir todo o ensino público por meio do EAD. O Ensino a Distância é um precedente explícito para a privatização completa do ensino, através do controle das plataformas digitais por grandes empresas, da demissão em massa de professores, da redução de salários e da comercialização generalizada da educação. Além disso, também é um importante fator para a desmobilização dos estudantes, que têm muito mais facilidade de se organizar dentro dos ambientes onde estudam, onde vivenciam mais concretamente os problemas enfrentados pela instituição e onde podem buscar uma medida imediata para combater a direita e sua política criminosa.

O EAD serve de base para a volta às aulas, que é a política principal da burguesia e do imperialismo. No caso da UFRN, o ataque é tão brutal que o calendário aprovado abre a possibilidade de serem realizados 3 períodos em apenas 1 ano. A iniciativa do DCE é acertada e deve ser mantida e intensificada. A situação está polarizada em todo o país e no Rio Grande do Norte a crise é ainda mais clara, com outras duas instituições importantíssimas estando sob intervenção do governo federal, a UFERSA e o IFRN.

A juventude deve se mobilizar nacionalmente pela suspensão de todo calendário escolar, para que somente os estudantes possam decidir quando as aulas devem voltar. O Ensino a Distância é uma farsa e não pode ser tolerado como uma alternativa para a situação de pandemia que vivemos.

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