David Koch

Nesta sexta-feira (23) aos 79 anos, morreu David Koch, o bilionário estadunidense que, junto com Charles, seu irmão, foi um dos principais financiadores de movimentos de extrema-direita nos EUA e mundo afora.

O bilionário das indústrias Koch, que fora classificado pela Bloomberg como o 8º homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 58,7 bilhões, foi um dos grandes responsáveis pelo fortalecimento do setor mais reacionário e de extrema-direita do Partido Republicano. Koch vinha lutando contra um câncer na próstata há 27 anos e que vinha avançando desde a descoberta. Após comprarem a participação dos seus outros irmãos, David e Charles transformaram as industrias Koch – fundada pelo próprio pai – em uma das maiores companhias de refino e exploração de petróleo e de atividade pecuária do mundo.

Impulsionador da extrema-direita

Financiadores do movimento ultradireitista Tea Party (ala de extrema-direita do Partido Republicano) e, por conseguinte, na eleição de Donald Trump em 2016, os Koch também foram ativos financiadores e padrinhos do Movimento Brasil Livre (MBL) – uma espécie de sucursal do Tea Party em terras brasileiras -, assim como do Instituto Mises.

Segundo algumas estimativas, os irmãos Koch (David e Charles) teriam gasto ao menos U$ 100 milhões para impulsionar o movimento reacionário do partido de Trump. Os irmãos utilizavam táticas como o uso de “dark money” (doações políticas através de movimentos aparentemente espontâneos, como é o caso do MBL, aqui no Brasil). Pautas como cortes tributários, combate à imigração, desmantelamento de regras ambientais e trabalhistas, apoio à indústria bélica e o questionamento das mudanças climáticas sempre estiveram na ordem do dia das causas defendidas pelas empresas financiadas pelos irmãos Koch.

Ao fomentar grupos de caráter fascista, Koch ajudou, desde sempre, o desenvolvimento da direita e da extrema-direita em diversos locais. Desde o início, o MBL tem contado com apoio logístico, financeiro e operacional dos irmãos Koch, buscando infiltrar o – movimento fascista – na política nacional, através de um suposto “apartidarismo”, mas, como revelado atualmente, já mantém parlamentares subordinados aos grandes capitalistas do imperialismo fazendo lobby para grandes conglomerados industriais.