Vaza jato
Deltan Dallagnol tinha como meta investigar empresas que pudessem estar sujeitas à jurisdição do governo norte-americano, de modo a permitir a interferência estrangeira no Brasil.
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O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato,  participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF  (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil)
Deltan Dallagnol, promotor da Operação Lava Jato. Foto: Vladimir Platonow/ Agência Brasil |

Novos documentados revelados pelo portal The Intercept Brasil comprovam, mais uma vez, aquilo que já estava óbvio: o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol é um títere do imperialismo norte-americano. De acordo com os documentos, Dallagnol havia estabelecido como meta do seu trabalho encontrar empresas que pudessem estar sujeitas à jurisdição do governo norte-americano. Com isso, Dallagnol visava construir acordos que permitissem ao governo norte-americano interferir diretamente em empresas brasileiras.

O documento revelado pelo Intercept é uma planilha com as metas de Deltan Dallagnol, reproduzida logo abaixo. Na célula D4, pode-se ler a meta “ESTRANGEIRAS – novos acordos com o DOJ”. O DOJ é o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Já na célula E4, pode-se ler a descrição da meta: “verificar quais empresas ainda podem estar sujeitas ao DOJ e poderiam fazer acordo”.

Em dezembro de 2016, Dallagnol conseguiu, de fato, envolver o governo norte-americano em suas investigações. Como a empreiteira brasileira Odebrecht possuía relações com a petroquímica norte-americana Braskem, Dallagnol conseguiu utilizar a FCPA, a lei de corrupção internacional dos EUA. Como resultado, foi feito um acordo em que tanto a Odebrecht quanto a Braskem se comprometeram a permitir que um “monitor externo”, indicado pelos EUA, faça relatórios sobre as atividades da empresa e os envie ao Departamento de Justiça. Esses relatórios poderiam incluir informações “proprietárias, financeiras, comerciais e concorrenciais sigilosas” – isto é, seriam relatórios de espionagem do imperialismo norte-americano sobre a economia brasileira.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), teria sido o próprio Dallagnol o interessado em procurar as empresas sujeitas à jurisdição dos Estados Unidos. Segundo sua assessoria, “a atuação conjunta do MPF com autoridades estrangeiras é um fator de incentivo a que mais empresas resolvam cooperar com as investigações, apresentar provas dos crimes praticados e ressarcir os valores desviados”. No entanto, não é essa a realidade.

O golpe de Estado de 2016, a prisão de Lula, a destruição da indústria nacional e a interferência do imperialismo norte-americano na economia e na política do Brasil não foram um plano planejado e articulado por Deltan Dallagnol e por Sérgio Moro – figuras que aparecem como grandes “heróis” do combate à corrupção. Quem planejou todas as conspirações contra o povo brasileiro por meio da Operação Lava Jato, orientou e corrompeu os agentes do MPF e do Judiciário brasileiro e é o grande interessado no avanço do golpe de Estado é o imperialismo.

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