Economia afunda
Agentes do imperialismo no País, bancos como o Itaú não tem outro interesse além da rapina da economia nacional, que sem o controle direto dos trabalhadores, seguirá ladeira abaixo
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
operários ipirá
Operários mobilizados, a única forma de desenvolver a economia nacional | Foto: Reprodução

Segundo o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, o descenso da economia brasileira deve se prolongar ainda pelo primeiro trimestre de 2021. No cenário elaborado pelo maior banco capitalista do País, a média de mortes diárias é a variável que muda o movimento do PIB.

“Vamos torcer para que todos estejam vacinados, porque, em um cenário com 400 mortes diárias pode ocorrer um trimestre negativo. Precisamos que a taxa de mortes caia. Agora, os dados pioraram (com o aumento dos casos e mortes recentes no país), e isso aumenta o risco de termos um PIB negativo no primeiro trimestre de 2021”

A primeira coisa a se destacar é que o Brasil inteiro sabe que as estatísticas oficiais sobre a pandemia são falsas. O próprio governo reconhece este dado e sob o eufemismo das “subnotificações”, admite que os registros estão aquém da realidade do coronavírus no País, seja em referência ao número de contágios, seja em relação às mortes.

A segunda, é que mesmo com a economia aberta em meio a pandemia, nada indica uma melhora no cenário econômico para a população. Isto por que mesmo na mais otimista estimativa do Itaú, com 0,2% de crescimento trimestral no PIB, o movimento não apenas é vegetativo como incapaz de superar um crescimento muito expressivo da inflação.

Pressionado sobretudo pelo preço dos alimentos -sinal claro da carestia-, o índice oficial de preços medido pelo IBGE, o IPCA, acumula alta de 4,31% em relação a novembro de 2019 e certamente fechará 2020 acima da previsão do Banco Central, que divulgou em outubro uma projeção de 2,65% para o ano.

Analisados em conjunto, a classe trabalhadora terá um PIB retraindo-se 5% em 2020, afetando negativamente a capacidade da economia, seja para absorver a imensa massa de 78,6 milhões de trabalhadores fora da força de trabalho, seja para permitir a expansão dos salários, já incapazes de garantir sequer a alimentação da família trabalhadora padrão, com dois adultos e duas crianças, o que demanda o consumo de 3 cestas básicas. Em São Paulo, cidade com a cesta básica mais cara do País, (R$595,87), a alimentação da família trabalhadora demanda R$1787,61, quase 41% acima do salário mínimo atual, de R$1045,00.

A destruição da economia brasileira não é um processo novo, tendo apenas se acentuado no último período. A grande lição deixada pela experiência acumulada, é que a burguesia não tem capacidade política de manter a economia funcional para a população.

É urgente, portanto, que a classe trabalhadora assuma a posição da burguesia como classe dominante e reorganize a economia nacional, baseando-se em seus interesses, os quais, finalmente, são os mesmos da maioria pobre e trabalhadora do nosso País. E para começar esse processo, é preciso o levante dos operários, pelo “Fora Bolsonaro” e por Lula presidente.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas