CUT: uma das principais centrais sindicais do mundo completa 35 anos

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Da redação – Ontem, 28, a Central Única dos Trabalhadores completou 35 anos de existência. No período de sua fundação, 1983, o Brasil chegou a atingir, aproximadamente, 15 mil greves em um único ano. Não há dúvida que as greves e a organização dos trabalhadores tornam qualquer ditadura, como a do golpe de 1964, insustentável. Uma lição para os dias de hoje.

A CUT, que começou com cerca de 40 sindicatos, em torno de 5 mil trabalhadores, atualmente contempla 3.980 entidades filiadas, 7,9 milhões de trabalhadores associados que representam uma base de 25,8 milhões. Sendo no tempo presente a quinta maior central sindical do mundo.

A CUT criou condições para a fundação do Partido dos Trabalhadores, de onde saiu a maior parte da esquerda que atua hoje.

No centro dos principais acontecimentos sindicais e na luta contra o golpe de 64, sempre esteve Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a ser preso durante o regime ditatorial dos militares. No atual golpe de 2016, mais uma vez preso político, desta vez Lula está indo para quase 150 dias encarcerado.

Lula personifica essa história. E como deixou límpido e claro o presidenciável Ciro Gomes: Lula polariza a situação política. Ou seja, Lula por ser um representante da classe operária diante do regime político, escancara a luta de classes. Deixando nítido que os interesses dos trabalhadores divergem do Estado capitalista.

Lula, mais uma vez, é uma peça chave. A insistente tentativa de seu isolamento por parte dos golpistas é a maneira de desfazer a organização que os trabalhadores conquistaram até então, impedir o avanço da classe operária.

Como parte das históricas décadas da CUT, lutar pela liberdade de Lula frente aos golpistas e para que ele seja presidente é lutar pela a existência dos sindicatos, da sua principal central, do maior partido da América Latina, o PT, e por consequência, pela sobrevivência de toda a esquerda brasileira e do nosso continente diante da ofensiva do imperialismo.