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SAO PAULO, BRAZIL - MAY 04: Participants march in the Eighteenth Gay Pride Parade in Sao Paulo on May 4, 2014 in Sao Paulo, Brazil. Demonstrators protested in favor of the criminalization of homophobia in the country and the promotion of  human rights for transsexuals. (Photo by Victor Moriyama/Getty Images)
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Como já é tradicional, aconteceu neste domingo (3) a Parada LGBT de São Paulo, na Avenida Paulista, reunindo milhares de pessoas. Diferentemente de outros anos, porém, a CUT não participou do evento pois, segundo a Secretaria de Políticas Sociais da CUT-SP, a organização da Parada colocou uma série de entraves para a participação do movimento sindical, inclusive cobrando taxas consideradas abusivas.

A justificativa da APOGLBT-SP, ONG que organiza a Parada, é a de que não queria um “evento político”. Anteriormente, o responsável pela curadoria cultural da parada, Heitor Werneck, já havia declarado que iria restringir a participação de carros de sindicatos na Parada pois, segundo ele, essa participação tornava a “passada chata”.

É importante salientar que a CUT participou e ajudou na realização da Parada LGBT nos últimos 22 anos, tendo inclusive fornecido carros de som e outros materiais quando o evento ainda era renegado pela burguesia. Hoje, a parada tem diversas cotas de patrocínio valiosas (que neste ano foram preenchidas por empresas como Uber, Skol, dentre outras) e muito dinheiro para investir em atrações artísticas.

Fato é que, a despeito do que as lideranças da organização da Parada acham ou não, dificultar a participação do movimento sindical e outras entidades populares no evento é um erro monumental.

A Parada LGBT é sim um evento político de grande importância, por mais que se tente camuflar isso com shows e o clima carnavalesco, e é preciso deixar claro que as pautas de defesa das lésbicas, gays, bissexuais e transexuais não conseguirão nenhum avanço sem se aliar com o movimento operário organizado e demais organizações populares.

É do interesse total e exclusivo da direita que essa aliança entre as pautas de minorias, como os LGBT, e o movimento operário não se concretize, para deixar, assim, o movimento estagnado, refém de lideranças direitistas, brigando por pautas difusas e superficiais, como neste ano, em que foi levantado o tema de maior representatividade LGBT na política e o voto consciente, porém barrando a participação de organizações de esquerda no ato.

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