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Da redação – A prisão política e sem provas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a expressão de uma ditadura no Brasil, levando, a cada dia, mais pessoas às ruas contra essa arbitrariedade. E nesta segunda-feira (5), a situação fez com que o presidente da CUT, Vagner Freitas defendesse a sua liberdade mais uma vez, agora no ato Ditadura Nunca Mais – convocado pela Frente Povo sem Medo, apoiados pelo PT, pelos movimentos sociais, pelo MST – na a Avenida Paulista (SP).

“Ele está preso porque era candidato à presidência da República e ia ganhar a eleição. Lula precisa ser solto. A bandeira Lula Livre purifica todos aqueles que lutam pela democracia”, afirmou.

O ato rebateu nas ruas a escalada autoritária que atinge o país com o governo de extrema-direita do presidente, Jair Bolsonaro (PSL). “É preciso reagir, antes que seja tarde”, alertou a organização do evento.

Pela Frente Brasil Popular, o coordenador-geral da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bomfim, disse que o ato “se trata também da criminalização dos movimentos sociais. Hoje, há 41 dias, companheiros como a Preta Ferreira, estão atrás das grades por lutar por moradia. Esta é uma situação gravíssima. Precisamos estar todos unidos neste momento. É um governo autoritário que pretende entregar nossa soberania e atacar nossa democracia”.

A ex-ministra Eleonora Menicucci repudiou as ações de Bolsonaro durante o ato. “Esse aí, que ao votar no golpe que tirou a primeira mulher eleita e reeleita, com 54 milhões de votos, para presidenta do país, dedicou seu voto ao maior torturador desse país, o Ustra. Sei o que significa isso, sei bem o que é ser torturada. É abominável e, também, é abominável como ele chegou lá. Por fake news. Este ato é uma manifestação de repúdio a todas essas manifestações que Bolsonaro tem feito a favor da ditadura”, disse.

O ato também foi uma homenagem do MTST aos mortos e desaparecidos da ditadura. O núcleo de luta por moradia de Santo André, na Grande São Paulo, foi batizado com o nome de Fernando Santa Cruz. “O núcleo existe oficialmente há dois meses e funciona, na prática, como uma ocupação fora do terreno. Toda semana, coordenadores do MTST reúnem-se com centenas de famílias que precisam de moradia — que vivem de favor, que comprometem mais do que podem para pagar o aluguel e não morar na rua, num contexto de crise aguda e falta de emprego”, explicou um representante da entidade.

“O Brasil ficou estarrecido, na última semana, com uma declaração em especial do presidente — em meio a tantas. Bolsonaro afirmou saber como morreu o pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados Brasileiro). Fernando Santa Cruz foi sequestrado e assassinado — não se sabe como — pela ditadura militar que governou o país de 1964 a 1985, o que foi reconhecido pelo próprio estado brasileiro. Bolsonaro, depois, mentiu dizendo que companheiros de Fernando o teriam matado. Praticamente todo o conjunto da sociedade se escandalizou e condenou a fala absurda que distorce a história, ataca a dignidade humana e ofende a memória de quem ousou contestar o regime militar”, completou o MTST.

Essa manifestação, em plena segunda-feira, foi de suma importância. É preciso que as manifestações se espalhem por todos os locais, convocando o povo para parar o país de uma vez por todas, em uma greve geral que coloque o golpe em xeque. Parar a produção, os meios de transporte, é a única forma da classe trabalhadora acabar com o governo fascista de Jair Bolsonaro e libertar Lula.

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