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A lenda da urna sem cabeça

Pintar os atos de vermelho

CUT e MST devem mobilizara suas bases para as manifestações

Mobilizar os setores mais combativos e decisivos da luta de classes no Brasil para derrubar Bolsonaro

A CUT em mobilização contra o golpe – Foto: Reprodução.

As grandes mobilizações realizadas nos últimos dias 29/5 e 19/6, tiveram também “grandes ausentes”.  Faltou a presença nas ruas de pelotões de setores importantes da luta dos trabalhadores brasileiros nas últimas décadas e que são fundamentais para uma luta que tenha como objetivo derrubar o governo Bolsonaro e impor uma derrota efetiva de toda a direita golpista e parar os ataques em curso contra os explorados do campo e da cidade.

Se tratamos de uma mobilização real, é claro que não falamos da presença apenas de “representantes” ou de dirigentes nos atos, mas da presença de grandes colunas dos explorados mobilizadas por suas organizações de luta.  E foi isso que não se viu nesses atos, quando falamos da mais importante organização sindical dos trabalhadores do Pais, a Central Única dos Trabalhadores e dos poderosos sindicatos que ela agrupa, como os dos Metalúrgicos do ABC, dos professores de SP (APEOESP), dos petroleiros (FUP), dos bancários, dos trabalhadores dos correios, dos trabalhadores rurais (CONTAG). etc. etc. Da mesma forma, foi notável a ausência de pelotões de trabalhadores rurais sem terra, organizados pelo MST.

É notório que a maioria das organizações que participaram das atividades, incluindo as direções dessas entidades, até realizaram um esforço de propaganda como forma de apoio à mobilização e de divulgação das mesmas, e em muitos casos havia bandeiras e até balões simbolizando alguns entidades, enorme taxas etc. Mas não estamos tratando d num esforço publicitário (como se vê no caso da UNE totalmente paralisada no que diz respeito à luta dos estudantes, mas que ocupa papel de destaque nos carros de som, faixas etc.); nos referimos à necessidade de trazer para as ruas setores combativos que foram, inclusive, fundamentais na luta contra o golpe e que se somaram a algumas iniciativas da luta pela liberdade do ex-presidente Lula etc.

Isso é necessário tanto pelos duros ataques que os trabalhadores da cidade e do campo estão enfrentando diante da ofensiva do governo fascista de Bolsonaro e de toda a direita, quanto pelo poder fundamental de enfartamento que estes setores têm contra a burguesia e seus governos.

As grandes colunas de trabalhadores  da classe operária e dos demais setores dos trabalhadores da cidade e do campo são fundamentais quando se trata de ir para um enfrentamento real, muito além dos atos simbólicos aos quais a maioria das organizações da esquerda se dedicaram nos últimos meses e que – em nada – serviram para fazer retroceder a ofensiva da direita contra o povo.

Elas são decisivas para derrotar a perspectiva dos setores que querem conter as mobilizações e usá-las apenas como um instrumento de pressão sobre setores da burguesia para chegar a um acordo com o bolsonarismo diretamente ou com setores da direita tão ou mais reacionários do que o presidente que eles ajudaram a eleger contra a esquerda.

As mobilizações precisam avançar cada vez mais em direção à perspectiva revolucionária e possível de levar à derrubada do governo e de todos os golpistas que fizeram os trabalhadores “comer o pão que o diabo amassou”. nos últimos anos. Isso não será possível sem a participação decisiva e massiva das organizações mais representativas da luta da classe trabalhadora, que integram o seu pelotão de frente, mais decisivo e poderoso, como é o caso da CUT e dos sindicatos operários, e das organizações de luta dos trabalhadores do campo, como o MST.

Isso deve ser lançado por meio de um intenso trabalho de agitação e propaganda nos locais de trabalho, nos bairros operários, nas ocupações e assentamento, o que precisa ser deliberado em plenárias/assembleias destes movimentos, dos sindicatos e da frente de luta da esquerda que impulsiona a mobilização.

Essa medidas são fundamentais para deixar a mobilização ainda mais popular, mais combativa e, portanto, mais difícil de ser sequestrada pela direita. Questões decisivas para abrir caminho para a sua vitória.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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