CUT Bahia repudia governador Rui Costa pelo corte de salários dos docentes em greve

manifestação CUT

Publicamos nesta edição declaração pública da CUT Bahia contra os cortes de verbas promovidos pelo governador Rui Costa, ex- sindicalista que adota uma prática ilegal e anti-sindical contra os docentes das universidades estaduais baianas em greve

 

A Central Única dos Trabalhares da Bahia (CUT Bahia) na defesa dos direitos dos trabalhadores e das práticas sindicais vem a público repudiar a atitude do governador Rui Costa de cortar os salários dos professores universitários, em greve desde o dia nove de abril de 2019.

Entendemos que foi liberado 36 milhões de reais para investimentos nas instituições de ensino superior mas respeito aos docentes e diálogo com os representantes da categoria precisam ser soberanos em momentos tão cruéis e duros golpes que sindicatos e trabalhadores (a) vem enfrentando com atual governo federal.

Greve é regulamentada pela Lei 7.783/1989 e é uma conquista democrática. O rito de legalidade foi cumprido, por deliberação da assembleia docente da Associação dos Docentes da UNEB – ADUNEB, a categoria paralisou suas atividades, a comunicação foi feita com 72 horas de antecedência à Administração Pública e aos usuários do serviço educacional, feito também a Ação Declaratória de Legalidade e a manutenção dos 30% dos serviços da universidade, logo tal repressão oriunda do governador somente vem enfraquecer a relação de negociação entre governo e movimento grevista.

Compreendemos a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as questão orçamentária, mas não as custas e em detrimento das classes dos trabalhadores.   O Estado deve cumprir seus deveres e contemplar as necessidades das categorias que fazem a Bahia funcionar promovendo a tão fundamental educação na Bahia, transformando estudantes em profissionais e futuras lideranças.

Neste sentido, a posição da CUT Bahia  é solicitar para que se mantenha diálogo, apoiar a greve dos docentes e permanecer ao lado das/os professoras/es da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), da Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana), Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e Uesc (Universidade Estadual De Santa Cruz) que reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho.