Estados Unidos
O país mais rico do mundo não oferece o mínimo de saúde à sua população, que fica sujeita a preços gigantescos que não consegue pagar, o que leva milhares à morte
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Bandeira EUA | Foto: Reprodução

O sistema de saúde norte-americano é um dos piores sistemas de saúde do mundo. Mesmo sendo o país mais rico do planeta, o que deveria fazer com que sua população tivesse pelo menos o mínimo em saúde, ao observarmos o número de mortos por conta da pandemia de COVID-19 percebemos que isso não poderia estar mais longe da realidade, já que são 121.609 mortes por conta da doença nos EUA.

A saúde no país é completamente privatizada, sendo que qualquer que seja o problema de saúde do paciente, este deve arcar com o valor de sua consulta, quando não há um seguro-saúde ou quando esse seguro-saúde não cobre a doença em questão (o que é a maioria dos casos).

Como é comum em vários casos, ao ter de ir ao médico, não é opção para o paciente que ele deixe de realizar o tratamento proposto, já que sua vida depende disso. Isso faz com que os preços dos atendimentos médicos sejam absurdos e não estejam nem um pouco próximos da realidade da maioria esmagadora do país, que é pobre.

Isso faz com que casos muito bizarros aconteçam, como o do paciente que ficou internado para se tratar do coronavírus e, após sair da clínica do hospital, recebesse uma conta de incríveis 1,1 milhão de dólares, o que representa em reais mais ou menos a quantia de 5,84 milhões de dólares.

O paciente, que tem cerca de 70 anos e se chama Michael Flor, recebeu a conta em um documento com cerca de 180 páginas, que cobra dele aberrações como 9,7 mil dólares por cada dia que passou internado, 408 mil dólares pela câmara isolada em que ficou e 2,8 mil por dia pelo ventilador que teve de usar para conseguir respirar.

O caso de Michael Flor, que disse ter se sentido culpado e triste por ter sobrevivido, retrata bem o que é o sistema capitalista: quem não tem dinheiro ou morre, ou viverá endividado pelo resto da vida por ter sobrevivido a alguma doença.

Tudo isso retrata não só a péssima qualidade de vida que possuem os trabalhadores estadunidenses, como também retrata a crise capitalista, que precisa cobrar preços absurdos dos trabalhadores para conseguir se manter de pé.

Enquanto isso, países oprimidos que sofrem com sanções dos Estados Unidos, como é o caso de Cuba, uma pequena e pobre ilha no centro do Atlântico, não só asseguram a saúde para toda sua população, como ajudam outros países, enviando equipes de médicos para lidar com o coronavírus.

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