46ª Universidade de Férias
Curso abordará os eventos mais importantes da história do século XX e a política adotada pelo movimento operário mundial sob influência do Stalinismo
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Foto histórica da Conferência de Yalta, com Churchill, Roosevelt e Stálin, em 1945 | Foto: Domínio público
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Foto histórica da Conferência de Yalta, com Churchill, Roosevelt e Stálin, em 1945 | Foto: Domínio público

O Partido da Causa Operária irá iniciar o ano de 2021 já com atividades combativas, de formação política importantíssima para armar os militantes e os simpatizantes da teoria revolucionária, condição sine qua non para realizar a revolução. Com mais de 20 anos de tradição, a 46ª Universidade de Férias, iniciativa do PCO em conjunto com a Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) e a Fundação João Jorge Costa Pimenta, abordará nesta edição o tema “O que foi o stalinismo: uma análise marxista”. Serão 2 meses de curso, com aulas duas vezes por semana, totalizando 40 horas e será ministrado pelo companheiro Rui Costa Pimenta, presidente do partido e que possui ampla experiência política enquanto dirigente de um partido revolucionário, além de uma extensa base teórica marxista.

Excepcionalmente este ano, pela primeira vez, a Universidade de Férias não será realizada presencialmente por conta da pandemia, sendo um curso integralmente online, em uma plataforma própria e que contará também com uma série de textos e artigos, muitos inéditos em português, além de verbetes enciclopédicos produzidos pelos próprios militantes responsáveis pela organização do curso

Este será, sem dúvidas, o curso mais aprofundado em toda a esquerda sobre o tema, algo jamais visto. O curso abordará um debate teórico fundamental e analisará, sob a luz do marxismo, a história do movimento operário durante praticamente todo o século XX, onde as organizações de esquerda do mundo inteiro estiveram sob influência da burocracia stalinista.

Ao longo do curso, trataremos sobre diversos acontecimentos históricos, como o pacto Molotov-Ribbentrop, a política do “social-fascismo” que resultou na chegada de Hitler ao poder e as derrotas promovidas pelas frentes populares na França e na Espanha. Além disso, será discutido também os processos de Moscou, a perseguição ao trotskismo e a prisão de membros da Oposição de Esquerda, a coletivização forçada, a industrialização acelerada. O curso abordará o papel político de Josef Stálin à frente da burocracia na União Soviética, o primeiro Estado Operário da história da humanidade e também aprofundará o debate sobre o etapismo e a “teoria” do socialismo em um só país, discutindo as diversas derrotas do movimento operário mundial provocadas pela política dirigida por Stálin, como os entraves na revolução chinesa e na revolução alemã.

O curso já conta com 700 confirmados e 400 pessoas inscritas, o que demonstra o grande interesse no tema e como o debate ainda segue quente nos dias de hoje. Cabe lembrar que, recentemente, surgiu um fenômeno de resgate da figura de Stálin como uma lenda, o “Pai dos Povos” e aquele que teria derrotado o nazismo. Um fenômeno sobretudo da internet, com figuras que se apresentam como revolucionários e ao mesmo tempo defendem a política de frente ampla, promovida por praticamente toda a esquerda no atual momento. Essas contradições ficam ainda mais explicitadas na fala do direitista Caetano Veloso defendendo em rede nacional, que não seria mais “tão liberalóide” após conhecer a obra de Domenico Losurdo, um dos charlatões stalinistas conhecidos no meio acadêmico. Caetano é um dos mais ferrenhos articuladores da frente ampla, que visa uma união da esquerda com a direita dita “democrática” como o PMDB, PSDB, DEM para um suposto enfrentamento ao bolsonarismo.

O resgate do stalinismo soma-se a uma política confusionista, que atua no sentido de fornecer uma alternativa pseudorevolucionária, visto que a esquerda institucional também segue em frangalhos e, ao mesmo tempo, defende a frente ampla. O curso é fundamental para a formação dos próprios militantes do partido e para a esquerda ativista em geral, que deve ter clareza das políticas equivocadas levadas adiante pela burocracia stalinista, responsáveis por diversas derrotas na luta dos trabalhadores e que ainda surte efeito nas organizações nos dias de hoje.

Em frase célebre, o revolucionário Vladmir Lênin defendia que “sem teoria revolucionária não há ação revolucionária”, caracterizando precisamente que para uma análise concreta da realidade, faz-se necessário um estudo aprofundado da história do movimento operário, da teoria marxista e do socialismo. Da mesma forma, um curso dessa envergadura só pode ser devidamente discutido a partir de uma análise baseada na experiência política prática, que só um partido operário e revolucionário pode fornecer.

Inscreva-se no curso através do site da Universidade Marxista

universidademarxista.pco.org.br

Confira o vídeo promocional do curso

Programação completa do curso:

1° Parte – 1924 – 1933
1. Introdução – Stalin até a tomada do poder
2. Burocracia, a URSS
3. A primeira etapa
3.1 – na URSS
3.2 – na III Internacional
4. A luta interna
4.1 – Revolução permanente
4.2 – Industrialização
4.3 – Socialismo em um só país
5. A revolução chinesa
6. A segunda etapa
7. Processos de Moscou
8. A coletivização forçada
9. O terceiro período

2° Parte – 1934 – 1948
1.As frentes populares
1.1 – França
1.2 – Espanha
2. Pacto com Hitler e a invasão da URSS
3. A guerra e a derrota do nazismo
3.1 – O expurgo no exército
4.O pacto contrarrevolucionário com o imperialismo
4.1 – Itália, França e Grécia
4.2 – Ialta
4.3 – A democracia
4.4 – O leste europeu
4.5 – A divisão da Alemanha
5. Plano Marshall e leste europeu

3° Parte – 1948- 1991
1. Terror no Leste: os processos de praga
2. A revolução chinesa e a revolução mundial
2.1 – As revoluções stalinistas
3. A guerra fria, a coexistência pacífica
4. Morte de Stalin, Krushov
5. Crise no Leste (53-56)
6. Brezhnev
7. 1968
8. Crise mundial, Afeganistão, começo do fim
9. Polônia, Gorbachov e a restauração
10. Colapso da URRS
11. Stalinismo e a cultura

 

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