Fora Ratinho Júnior
Professores e estudantes se manifestaram na última sexta-feira contra o “Volta às Aulas”, contra o EAD e contra a demissão de mais de 30 mil professores da rede pública em 2021
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Militante e professor da Corrente Sindical Educadores Em Luta contra o governador Ratinho Júnior | Acervo
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Militante e professor da Corrente Sindical Educadores Em Luta contra o governador Ratinho Júnior | Acervo

Na última sexta-feira (22), às 9h da manhã, estudantes e professores se manifestaram na capital paranaense, em frente à Secretaria de Estado de Educação do Paraná contra o desmonte da educação capitaneado no estado e no Brasil pelos golpistas Ratinho Júnior (PSD) e Jair Bolsonaro (Sem partido).

Dentre os participantes estavam militantes e professores do Partido da Causa Operária (PCO), da Corrente Sindical Educadores Em Luta, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), em conjunto com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), e com membros do Grupo pela Frente Única Revolucionária (G-FUR).

As pautas exigidas neste ato foram numerosas, a começar contra o chamado “Volta às Aulas”, a intransigente reabertura das escolas e universidades mesmo sem seringa, vacina ou campanha de vacinação. É de conhecimento amplo que a campanha pelas aulas presenciais não vem de uma necessidade real de aulas presenciais mesmo sob o real risco de contágio e morte dos estudantes, professores e trabalhadores pelo novo coronavírus. Na verdade, ela serve claramente para que os banqueiros e capitalistas do ensino privado não quebrem, arrastados pela crise econômica e política propagada por eles mesmos desde o golpe de Estado de 2016.

Sem vacina não há como haver segurança ou salubridade. Nesse sentido, qualquer atividade educacional presencial está sujeita ao rápido contágio pela Covid-19. Sabendo disso, na mesma capital, Rafael Greca (DEM) responsabilizou – por meio de um termo – somente os pais e professores por qualquer consequência causada pela pandemia em sala de aula.

Outro ponto abordado é a real luta da categoria contra as demissões em massa de professores públicos decorrente do ataque frontal de Ratinho Júnior, o governador científico e civilizado, pela abertura de somente 4 mil vagas ao Processo Seletivo Simplificado (PSS), jogando diretamente na rua os 30 mil professores do estado empregados pelo PSS. Além do reajuste salarial congelado, e dos investimentos na educação também congelados, mais de 1 mil escolas básicas do ensino público foram desmontadas e militarizadas, desde o final do ano passado: o maior retrocesso do Ensino e da Educação desde a Ditadura Militar.

Da parte dos estudantes e professores, o Ensino à Distância (EAD) também deve acabar: não há qualidade alguma de ensino, o que há é a necessidade de cortar gastos com educadores e infraestrutura por parte dos golpistas e burocratizar ainda mais o ensino por parte dos professores, que são obrigados a trabalhar ainda mais fora do expediente, além de arcar cada um como pode com os custos da internet, câmeras e computadores. Em relação ao ensino, o EAD não serve para nada, serve para pôr fim ao contato e à organização dos estudantes e professores, serve para acabar com o debate, grêmios e centros acadêmicos, restringindo os ambientes às vontades dos capitalistas e dos governadores golpistas.

Para tanto, os manifestantes sintetizaram as pautas em poucas palavras: Fora Ratinho Júnior, Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Colocaram que sem a derrubada dos golpistas, e da política genocida tanto de Bolsonaro, o presidente ilegítimo e fraudulento, quanto dos governadores e prefeitos chamados “civilizados”, “democráticos” e “científicos”, não há como garantir qualquer direito constitucional à classe trabalhadora, dos professores aos estudantes. O desmonte e o massacre do ensino é fato. Como também é a paralisia da esquerda e das direções sindicais e estudantis diante de toda essa catástrofe, com sindicatos fechados e acordos por baixo dos panos com os mesmos golpistas.

Foi colocado, neste sentido, pelos manifestes que para romper a contenção do movimento contra Ratinho Júnior e Bolsonaro, não basta ficar em casa ou aguardar a vacina, já que não há, como nunca houve qualquer política de combate à pandemia desde a primeira morte pelo vírus no país. Da mesma forma que também não há vacina alguma, ainda que Doria ou Ratinho Jr. tenham propagandeado o início da vacinação em São Paulo ou no Paraná. Para derrubar a política do desmonte do ensino e da massacre dos estudantes e professores, basta a mobilização nas ruas, único espaço e meio capaz de pressionar politicamente para que as exigências sejam cumpridas e postas em prática: a vacina nas mãos do povo, e as instâncias educacionais nas mãos de quem as usa e desfruta, aos trabalhadores, professores e estudantes.

 

 

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