Anterior
Próximo

Fora Ratinho Júnior

Curitiba tem ato pelo Fora Bolsonaro e contra a volta às aulas

Professores e estudantes se manifestaram na última sexta-feira contra o "Volta às Aulas", contra o EAD e contra a demissão de mais de 30 mil professores da rede pública em 2021

Tempo de Leitura: 4 Minutos

Militante e professor da Corrente Sindical Educadores Em Luta contra o governador Ratinho Júnior – Acervo

Publicidade

Na última sexta-feira (22), às 9h da manhã, estudantes e professores se manifestaram na capital paranaense, em frente à Secretaria de Estado de Educação do Paraná contra o desmonte da educação capitaneado no estado e no Brasil pelos golpistas Ratinho Júnior (PSD) e Jair Bolsonaro (Sem partido).

Dentre os participantes estavam militantes e professores do Partido da Causa Operária (PCO), da Corrente Sindical Educadores Em Luta, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), em conjunto com o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), e com membros do Grupo pela Frente Única Revolucionária (G-FUR).

As pautas exigidas neste ato foram numerosas, a começar contra o chamado “Volta às Aulas”, a intransigente reabertura das escolas e universidades mesmo sem seringa, vacina ou campanha de vacinação. É de conhecimento amplo que a campanha pelas aulas presenciais não vem de uma necessidade real de aulas presenciais mesmo sob o real risco de contágio e morte dos estudantes, professores e trabalhadores pelo novo coronavírus. Na verdade, ela serve claramente para que os banqueiros e capitalistas do ensino privado não quebrem, arrastados pela crise econômica e política propagada por eles mesmos desde o golpe de Estado de 2016.

Sem vacina não há como haver segurança ou salubridade. Nesse sentido, qualquer atividade educacional presencial está sujeita ao rápido contágio pela Covid-19. Sabendo disso, na mesma capital, Rafael Greca (DEM) responsabilizou – por meio de um termo – somente os pais e professores por qualquer consequência causada pela pandemia em sala de aula.

Outro ponto abordado é a real luta da categoria contra as demissões em massa de professores públicos decorrente do ataque frontal de Ratinho Júnior, o governador científico e civilizado, pela abertura de somente 4 mil vagas ao Processo Seletivo Simplificado (PSS), jogando diretamente na rua os 30 mil professores do estado empregados pelo PSS. Além do reajuste salarial congelado, e dos investimentos na educação também congelados, mais de 1 mil escolas básicas do ensino público foram desmontadas e militarizadas, desde o final do ano passado: o maior retrocesso do Ensino e da Educação desde a Ditadura Militar.

Da parte dos estudantes e professores, o Ensino à Distância (EAD) também deve acabar: não há qualidade alguma de ensino, o que há é a necessidade de cortar gastos com educadores e infraestrutura por parte dos golpistas e burocratizar ainda mais o ensino por parte dos professores, que são obrigados a trabalhar ainda mais fora do expediente, além de arcar cada um como pode com os custos da internet, câmeras e computadores. Em relação ao ensino, o EAD não serve para nada, serve para pôr fim ao contato e à organização dos estudantes e professores, serve para acabar com o debate, grêmios e centros acadêmicos, restringindo os ambientes às vontades dos capitalistas e dos governadores golpistas.

Para tanto, os manifestantes sintetizaram as pautas em poucas palavras: Fora Ratinho Júnior, Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Colocaram que sem a derrubada dos golpistas, e da política genocida tanto de Bolsonaro, o presidente ilegítimo e fraudulento, quanto dos governadores e prefeitos chamados “civilizados”, “democráticos” e “científicos”, não há como garantir qualquer direito constitucional à classe trabalhadora, dos professores aos estudantes. O desmonte e o massacre do ensino é fato. Como também é a paralisia da esquerda e das direções sindicais e estudantis diante de toda essa catástrofe, com sindicatos fechados e acordos por baixo dos panos com os mesmos golpistas.

Foi colocado, neste sentido, pelos manifestes que para romper a contenção do movimento contra Ratinho Júnior e Bolsonaro, não basta ficar em casa ou aguardar a vacina, já que não há, como nunca houve qualquer política de combate à pandemia desde a primeira morte pelo vírus no país. Da mesma forma que também não há vacina alguma, ainda que Doria ou Ratinho Jr. tenham propagandeado o início da vacinação em São Paulo ou no Paraná. Para derrubar a política do desmonte do ensino e da massacre dos estudantes e professores, basta a mobilização nas ruas, único espaço e meio capaz de pressionar politicamente para que as exigências sejam cumpridas e postas em prática: a vacina nas mãos do povo, e as instâncias educacionais nas mãos de quem as usa e desfruta, aos trabalhadores, professores e estudantes.

 

WhatsApp Image 2021 01 22 at 17.04.03 WhatsApp Image 2021 01 22 at 17.04.02 WhatsApp Image 2021 01 22 at 17.03.55

WhatsApp Image 2021 01 22 at 17.04.01

 

WhatsApp Image 2021 01 22 at 17.03.48 1

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Populares na Rede
[wpp range="last24h" limit="3"]
NA COTV

Clima de radicalização agita o Peru - O Mundo em 1 Hora #43 (Podcast)

74 Visualizações 50 minutos Atrás

Watch Now

Send this to a friend