Pandemia versus Economia
O condutor de uma economia precisa dialogar com os setores
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A foto mostra o impacto da pandemia na circulação diária do metrô em uma grande cidade | OldRoger

Existem várias projeções sobre o impacto da pandemia de Covid-19 na economia global, sobretudo considerando os impactos na saúde da sociedade. O setor cultural e transporte dependem inevitavelmente da dinâmica econômica da sociedade porque numa situação atípica como a pandemia são os mais afetados.

A história mais recente da humanidade mostra também que a economia global sofreu consequências devastadoras tal como foi à gripe espanhola, a 2ª guerra mundial, a grande depressão dos anos 1930 e a 1ª guerra mundial, retraindo a atividade econômica, o nível de emprego e o nível de renda nos países europeus, entre outros, nas duas primeiras décadas do Sec. XX. Nestas épocas as estimativas do impacto do PIB mundial foram entre 5% a 6% negativo, refletindo também na retração do consumo agregado, em torno de 10% negativo.

Esses cenários indicaram que a economia é sensível aos efeitos internos e as externalidades, e todos sabem que os efeitos inesperados causam incertezas e expectativas negativas.

Na realidade brasileira, os informes do Ministério da Economia publicado no ultimo dia 15, no Diário Oficial da União (DOU), mostra o nível de insegurança que o país passa, uma vez que o governo federal, já deveria ter apresentado os indicadores econômicos do 1º trimestre no final no mês de maio. O setor cultural das atividades artísticas, criativas e de espetáculos e, sobretudo o setor de transporte aéreo ocuparam posições de prejuízos na ordem econômica, refletindo no PIB em geral, porque o isolamento social orientado pela OMS já previa que haveria retração na economia mundial em alguns setores.

Na verdade, estes setores não tiveram uma política pública de socorro econômico, no período mais agudo da pandemia, em função da falta de senso crítico do governo federal brasileiro, que até hoje não atende, em geral, as demandas de todos os setores que compõe a dinâmica econômica, minimizando a pandemia. A politicagem e a falta de respeito com a sociedade ainda é à tônica do cinismo deste governo.

O setor cultural depende do público, que ainda está no isolamento social, depende de uma estrutura organizacional de muito investimento, que apresenta fuga de capital, além de número considerável de trabalhadores que fazem da intangibilidade a cultura viva. Estes trabalhadores foram desprezados pela politica do governo federal que colocou todos no mesmo bolo do auxílio emergencial e para sobreviverem se reinventaram coletivamente, se solidaram, uns aos outros, mostrando que a intangibilidade da cultura também é tangível na economia.

Não obstante, o setor de transporte que é o modal de conexão que liga pessoas aos lugares, foi paralisado porque, obviamente, as cidades tiveram que fechar suas divisas (seus limites), dadas a velocidade da pandemia nos lugares. O transporte, além de levar pessoas, também transporta matéria prima, insumos, especiarias, etc, que no caso de uma inflexibilidade da economia, da forma que estamos vivendo, sofre o maior reflexo, causando inércia no fluxo de materiais diretos.

Portanto, a economia brasileira parou, ou melhor, a economia foi parada pela pandemia, que nos primeiros meses era um inimigo invisível de alto poder de letalidade. A sociedade diante das necessidades flexibilizou o isolamento social, os cuidados, na medida possível, está seguindo os protocolos das autoridades de saúde, mas ainda a incerteza paira na economia com os indicadores apresentados pelo governo federal.

Os reflexos foram apresentados muito tardios na portaria emitida pelo secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Alexandre Da Costa, destacando 34 setores afetados. Destes setores dez foram mais afetados, de acordo com o ranking, nesta ordem: transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros; transporte interestadual e intermunicipal de passageiros; transporte público urbano; serviços de alojamento; serviços de alimentação; fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias; fabricação de calçados e de artefatos de couro; e comércio de veículos, peças e motocicletas. O setor moveleiro e industrial aparece na lista, mas foram menos afetados.

A falta de experiência deste governo somado às atitudes do seu condutor (maestro) mostra que economia não é para “garganteiros” da escola de economia de Chicago. A economia brasileira precisa de um bom maquinista que dialogue com todos os setores indistintamente.

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