Imperialismo cínico
EUA voltam a colocar Cuba na lista arbitrária de países patrocinadores do terrorismo, logo quando a embaixada cubana em Washington sofreu um atentado encoberto pelo governo dos EUA
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Embaixada de Cuba em Washington. Foto: Melinda Stuart |

O Departamento de Estado notificou ao Congresso dos EUA, em 12 de maio, que o Irã, Coreia do Norte, Síria, Venezuela e Cuba estavam certificadas sob a Secção 40A (a) da Lei de Controle de Exportação de Armas, por «não cooperar completamente» com os esforços antiterroristas dos EUA em 2019.

No site oficial do Departamento de Estado consta a notificação, com a qual Cuba é reincorporada na infame e seletiva lista da qual tinha saído em 2015.

O que não inclui o anúncio é que isso se produz no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em uma entrevista coletiva internacional, emprazou o Governo estadunidense, devido ao seu silêncio cúmplice perante o ataque terrorista contra a Embaixada de Cuba nessa nação, ocorrido em 30 de abril passado.

No citado documento, a Ilha é acusada de não «apoiar os esforços da Colômbia para assegurar uma paz, segurança e oportunidade justa e duradoura para sua população», quando é bem sabido que Cuba apoiou e patrocinou negociações entre as FARC-EP e o Governo colombiano, com o objetivo de atingir um acordo de paz.

O Departamento de Estado também menciona em suas acusações que Cuba protege vários foragidos da justiça estadunidense, quando já deixou claro o ministério das Relações Exteriores, em uma declaração publicada em abril de 2014, que «o Governo de Cuba ratifica que o território nacional nunca foi utilizado nem será utilizado para acolher terroristas de nenhuma origem, nem para organizar, financiar ou perpetrar atos de terrorismo contra nenhum país do mundo, incluindo os Estados Unidos. Da mesma forma, rechaça e condena inequivocamente qualquer ato de terrorismo, em qualquer lugar, circunstância e quaisquer que sejam as motivações que se aleguem (…) É o Governo dos Estados quem emprega o terrorismo como uma arma contra países que se opõem à sua dominação».

Cuba teve que esperar 33 anos pelo ato de justiça efetuado em maio de 2015, quando o Departamento de Estado norte-americano tornou oficial a saída de nosso país da lista de países patrocinadores do terrorismo internacional.

Em 1982, o então presidente Ronald Reagan incluiu Cuba, de forma arbitrária, nessa lista unilateral, por seu apoio à causa revolucionária na América Latina e no mundo.

Em uma nota publicada em nosso jornal, em 2015, declara-se que durante as últimas três décadas não importou que o Estado cubano ratificasse todas as convenções e protocolos sobre essa matéria, que foram promovidos pelas Nações Unidas; nem que propusesse ao governo dos Estados Unidos cooperar no enfrentamento ao terrorismo, nem que mostrasse as provas de como Cuba foi vítima de centenas de ataques terroristas que provocaram a morte de quase 4 mil pessoas.

Em 30 de abril, Cuba foi novamente vítima de um ato terrorista, nesta ocasião a pouca distância da Casa Branca, e apenas passados 15 dias desse sucesso, o Governo dos EUA a inclui em uma lista difamadora e seletiva de países que não colaboram com a luta antiterrorista.

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