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“A Igreja, o imperialismo, a OEA e os grandes empresários, temerosos de que Ortega caísse por uma nova revolução, como as do norte da África, pediram ‘diálogo’ e negociação. Enquanto Ortega continuava reprimindo e aprisionando os combatentes”, escreve no sítio da corrente psolista CST o líder da Esquerda Socialista argentina Miguel Sorans, no artigo “Nicarágua: 40 anos após a queda de Somoza, outra ditadura”.

O articulista se refere, aí, à tentativa golpista contra o presidente Daniel Ortega no ano passado, quando coxinhatos promovidos pelo imperialismo desestabilizaram a Nicarágua para derrubar a Frente Sandinista do poder, exatamente o contrário do que propaga Sorans.

A Igreja, o imperialismo, a OEA e a própria burguesia nicaraguense, na verdade, foram os grandes propulsores da “rebelião popular” (citando o referido autor), que não tinha nenhuma pauta democrática e progressista, senão apenas a queda de Ortega e a “luta contra a corrupção do regime”. Eram manifestações muito semelhantes às da direita venezuelana, com um caráter marcadamente reacionário e mesmo fascista, nas quais os manifestantes utilizaram-se de armas para assassinar simpatizantes do governo, em sua maior parte trabalhadores ou camponeses.

As ações foram comprovadamente patrocinadas por agências do governo dos EUA e publicamente apoiadas por Washington, que fez uma forte pressão pela derrubada de Ortega, incluindo a imposição de sanções econômicas e um cerco político por meio da OEA. Não pediam nenhum diálogo, mas a renúncia imediata de Ortega.

Ainda segundo Sorans, ele “é um ditador assassino repudiado por seu povo”. Exatamente o que diziam e continuam dizendo os jornais imperialistas e a imprensa golpista nicaraguense, ao afirmarem que era o povo quem estava nas ruas e que os centenas de mortos foram vítimas da repressão governamental. No entanto, de acordo com a Comissão da Verdade (que não poderia ser classificada de pró-Ortega), a maioria dessas mortes não está ligada à repressão e muitas delas foram causadas pelas próprias forças coxinhas. Além disso, foi graças à mobilização popular que o golpe foi derrotado, com manifestações de trabalhadores, camponeses e estudantes contra o golpe por todo o país.

Tratam-se dos mesmos métodos golpistas utilizados pelo imperialismo contra Maduro na Venezuela. E os mesmos métodos de propaganda, que a esquerda pequeno-burguesa cai, em sua ânsia por “superar” os limites do nacionalismo burguês – sem ter, no entanto, qualquer presença dentro do movimento popular para fazer isso.

A esquerda pequeno-burguesa tem uma política completamente confusa e mesmo reacionária diante do avanço do imperialismo sobre os países oprimidos, especialmente na América Latina. Acredita que, ao serem derrubados os governos nacionalistas, será ela quem assumirá o poder, e não a direita golpista promovida pelo imperialismo. Entretanto, é preciso ter claro que a política do imperialismo é derrubar os governos nacionalistas para imporem regimes de extrema-direita a fim de saquear toda a economia desses países, o que significa um ataque devastador contra a classe operária e sua própria organização. O papel da esquerda, neste momento, é unir as forças populares em um movimento continental de luta concreta contra o golpismo e pela expulsão do imperialismo da América Latina – o que impulsionaria a organização da classe operária, em um movimento inclusive com potenciais revolucionários diante da crise política e econômica que assola o continente.

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