Série B do Brasileirão
Clube que já esteve perto do rebaixamento para a Série C conseguiu se recuperar, mas ainda está muito longe de conseguir voltar à elite do futebol nacional.
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Cruzeiro correu atrás, mas cedeu empate ao Avaí e se complicou ainda mais na competição. | Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Fotos Públicas.

O Cruzeiro Esporte Clube é um dos grandes e mais tradicionais clubes do futebol brasileiro. No entanto, passa por uma situação muito complicada. Rebaixado para a segunda divisão em 2019, o clube já começou a competição com pontuação negativa. Defendendo os interesses de investidores sauditas, a FIFA puniu em 6 pontos o clube mineiro.

Para se ter uma ideia do desfalque, com esses 6 pontos o clube estaria colado nos quatro primeiros colocados da competição. Após as primeiras rodadas, chegou-se até a cogitar uma queda para a Série C, o que seria desastroso para o clube.

Para resgatar o time foi escalado o treinador Luiz Felipe Scolari, que ajudou o time a se recuperar mas não fez mágica e atualmente o clube está no meio da tabela. Segundo os cálculos do Departamento de Matemática da UFMG, o time precisaria vencer sete dos últimos oito jogos para voltar para a primeira divisão do Brasileirão.

Para além da primeira punição da FIFA, a entidade do imperialismo europeu impôs uma nova já no segundo semestre deste ano. Desta vez em benefício de capitalistas ucranianos. Em meio à situação desesperadora do clube, tiveram que deixar de investir em outras coisas para quitar uma dívida e poder registrar novos jogadores.

Com a situação crítica de Vasco e Botafogo na Série A, é possível termos três dos chamados “Doze Grandes” na segunda divisão em 2021. A inédita possibilidade é um sinal de como a crise capitalista tem afetado os clubes brasileiros

Não por acaso, os três têm sido alvo de especulações sobre sua transformação em clubes-empresa. Assim como nas privatizações, uma etapa importante do processo é o sucateamento e os maus resultados. Com isso, o discurso da suposta eficiência dos “gestores” privados tem campo livre para se desenvolver.

Uma dos torcidas vascaínas, a Guerreiros do Almirante, protestou no final de setembro contra a campanha em prol dos clubes-empresa, pendurando uma faixa contra a multinacional de bebidas Red Bull. Além de controlar clubes na europa e EUA, os capitalistas da empresa passaram a controlar aqui no Brasil o tradicional Bragantino, desfigurando completamente os símbolos do clube.

Nenhum clube está a salvo das garras dos capitalistas e seu melhor escudo são justamente as torcidas. Os torcedores são os maiores interessados no sucesso dos seus times e na defesa das suas histórias. Para que o futebol brasileiro possa se desenvolver plenamente seria preciso que os torcedores tivessem papel ativo nas decisões dos clubes. Só assim os clubes podem se recuperar.

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