Cruzeiro é roubado na Libertadores por CBF ter votado contra EUA para sediar a Copa de 2026

Dedé expulso

Em partida realizada na quarta-feira entre o time brasileiro do Cruzeiro-MG e os argentinos do Boca Juniors, válida pelas quartas de final da Taça Libertadores, a equipe da capital mineira foi derrotada pelo placar de 2 x 0. O confronto aconteceu no estádio do time argentino, em Buenos Aires, conhecido como “caldeirão” de La Bombonera, onde a pressão da torcida local sempre influencia decisivamente o resultado dos jogos. Vários times brasileiros, em diversas ocasiões, já foram prejudicados pela arbitragem em partidas contra o anfitrião Boca Juniors.

O resultado em si da partida pode ser considerado normal, pois é tradicionalmente difícil bater o time argentino em seus domínios, mesmo sem a ajuda da arbitragem. O Cruzeiro, inclusive, tem um time mais qualificado tecnicamente do que o time argentino e é perfeitamente possível a reversão da vantagem do adversário na partida de volta, a se realizar em Belo Horizonte, no Mineirão, casa do time azul celeste.

Dentro das quatro linhas a partida foi equilibrada, com o Cruzeiro tendo começado melhor e criado as melhores jogadas de gol. o Boca Juniors, no entanto, foi equilibrando as ações e passou também a ameaçar o gol de Fábio. Os donos da casa chegaram ao primeiro gol ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa o panorama quase não se alterou, com as duas equipes buscando o gol, sendo o Cruzeiro mais incisivo, pois precisava descontar a desvantagem no placar.

VAR-GONHA

O lance capital e decisivo da partida, contudo, não foi decidido dentro de campo. Aos 24 minutos do segundo tempo, depois da cobrança de um escanteio a favor do time brasileiro, o zagueiro cruzeirense Dedé, na tentativa de cabecear a bola chocou-se de forma acidental com o goleiro argentino Andrada, batendo cabeça com cabeça, sem que houvesse qualquer intenção maldosa no lance. O árbitro paraguaio Eber Aquino foi ao VAR para rever a jogada, viu várias vezes e, para a surpresa de todos, voltou a campo para mostrar cartão vermelho para Dedé. Um verdadeiro escândalo, um absurdo total. Nem mesmo os jogadores do Boca protestaram no lance, entendendo se tratar de uma jogada normal, no máximo um contato mais brusco, o que faz parte do futebol, um esporte de contato.

A expulsão do zagueiro do Cruzeiro e também da seleção brasileira gerou protestos veementes de todo o time e também da comissão técnica presente no banco de reservas. O fato é que a expulsão desestabilizou o time nacional e os argentinos chegaram ao segundo gol aos 36 minutos, dando números finais à partida.

A roubalheira escandalosa contra o time brasileiro em Buenos Aires vem confirmar a série de denúncias que fizemos nas páginas da nossa imprensa (digital e impressa) durante a Copa do Mundo da Rússia, onde o árbitro de vídeo (o famigerado VAR) foi usado largamente não para dirimir lances supostamente duvidosos das partidas, mas para exercer o papel de polícia contra as seleções que já estavam antecipadamente marcadas pelos “donos da bola e do mercado” para não ganharem a Copa. Não por acaso o Brasil foi o mais prejudicado pelo VAR no evento mundial, seja por omissão ou por ação do “olho eletrônico”.

Não nos esqueçamos que um dia antes – 13 de junho – do início da Copa do Mundo, ocorreu em Moscou o evento que definiria a sede da Copa do Mundo de 2026, com as candidaturas de México, Estados Unidos e Canadá e o Marrocos, país africano, como a outra candidatura para sediar o mundial. Segundo a imprensa esportiva mundial, haveria um acordo entre as confederações dos países membros da Conmebol (entidade que representa o futebol no continente sul-americano) para que todos apoiassem a candidatura tripla de México, EUA e Canadá como sede em 2026. O Brasil – aparentemente contrariando o “acordo” – votou contra, apoiando a realização do evento no Marrocos, o que teria gerado uma indisposição dos cartolas da entidade sul-americana com os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Na partida de ontem onde o time brasileiro foi “garfado”, uma “coincidência” que não pode deixar de ser registrada. O árbitro que apitou o jogo era paraguaio, portanto, originário do país onde fica a sede da Conmebol. Resumo da ópera: como estamos muito longe de sermos criancinhas inocentes que se divertem alegremente em um jardim de infância, está mais do que claro que o futebol brasileiro está sendo perseguido e retaliado pela máfia que controla o esporte mais popular do mundo. Isso vem ocorrendo bem antes da Copa do Mundo, tendo se intensificado durante o mundial da Rússia, conforme denunciamos de maneira contundente em nossa imprensa.

Os times brasileiros e a CBF devem protestar energicamente contra esta verdadeira conspiração e assalto ao melhor futebol do mundo, exigindo o imediato afastamento dos dirigentes da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Roubos a times brasileiros).