Mais mortes a caminho
A direita em Manaus avança em sua política genocida de reabertura total mesmo sendo uma das capitais em situação mais crítica em meio à pandemia
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Feira de artesanato antes da pandemia em Manaus | Foto: Reprodução

Na última sexta-feira (24), o governo do Amazonas publicou um novo cronograma de funcionamento das atividades consideradas “não essenciais” na cidade de Manaus, capital do estado. O decreto segue a reabertura econômica que tem sido promovida pelo governador bolsonarista Wilson Lima (PSC). As medidas já começaram a valer desde a segunda-feira (27).

Chama bastante a atenção que o novo decreto agora permitirá uma série de atividades culturais. Entre elas, a abertura de cinemas, brinquedotecas, feiras e exposições, além de aulas do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Obviamente, isso nada tem a ver com o interesse do governo em promover a cultura do estado, mas sim de apresentar uma fachada para a reabertura total da economia nesse que é um dos principais estados da região Norte.

Nesse momento, o Amazonas já conta com mais de 3.236 mortes causadas pelo novo coronavírus. Quase cem mil pessoas foram infectadas. Manaus, inclusive, foi uma das cidades que mais se destacou no início da pandemia de coronavírus, uma vez que seu sistema de saúde foi um dos primeiros a colapsar. Os profissionais da saúde em Manaus, por várias vezes, protestaram e denunciaram as péssimas condições de trabalho.

O Amazonas só não é o pior estado do Norte em relação à pandemia de coronavírus por causa do Pará, que apresenta 5.716 óbitos causados pela COVID-19. Mesmo assim, o Amazonas tem a mesma quantidade de mortes do que, por exemplo, o estado da Bahia, que tem uma população quase quatro vezes maior.

A abertura foi no Amazonas é uma grande demonstração de que não é só o fascista Jair Bolsonaro que é inimigo do povo e o responsável pelas quase 90 mil mortes da pandemia. Os governadores de todos os estados brasileiros são igualmente responsáveis, pois não têm nada de “científicos”, como foi dito no início da pandemia. Muito pelo contrário, são aliados diretos do bolsonarismo ou, na melhor das hipóteses, políticos que acabam capitulando à pressão da direita e dos capitalistas para defender uma política genocida.

Chega a ser cômico, inclusive, que o prefeito da cidade de Manaus, Arthur Virgílio Neto, do PSDB, igualmente vigarista, chorou, literalmente, em abril desse ano. Cinicamente, Virgílio Neto criticou o governo Bolsonaro e pediu ajuda ao também golpista Hamilton Mourão. Na época, apenas 163 pessoas haviam morrido na capital.

Diante da situação no Amazonas e da política do governo de promover a abertura, fica claro que só há um programa para os trabalhadores durante a pandemia de coronavírus: mobilizar o povo para derrubar o governo Bolsonaro e todos os golpistas.

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