Crise
A disputa eleitoral da direita golpista pode tornar Crivella inelegível
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RIo de Janeiro RJ 14/08/2020 Inauguração da Escola Municipal Cívico-Militar Carioca  Presidente da República Jair Bolsonaro,e o prefeito Crivela visitam às dependências da escola.Foto: Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro e Crivella | Foto: Marcos Corrêa/PR

Nesta segunda-feira (21), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro julgou dois processos contra Marcelo Crivella que podem resultar em sua inelegibilidade. O Ministério Público Federal pediu que o atual prefeito perca seus direitos políticos até 2026 pela participação do político em dois eventos realizados em 2018. O primeiro, conhecido como “Fala com a Márcia”, foi uma reunião com líderes evangélicos no Palácio da Cidade, onde Crivella oferece favores, como furar a fila de operações para cataratas e varizes no SUS; ainda completa: “Vamos aproveitar esse tempo que nós estamos na prefeitura para arrumar nossas igrejas”. Todas as demandas que poderiam ser pedidas pelos pastores poderiam ser encaminhadas para a Márcia, servidora pública que trabalhava como ponte para a atender o desejo desses religiosos. 

A outra irregularidade foi um comício na quadra da Estácio de Sá, onde trabalhadores da Comlurb foram convocados e levados com carros oficiais do governo para que o filho de Crivella, Marcelo Hodge Crivella, fosse apresentado como pré-candidato a deputado. Esses são apenas dois exemplos de uma prática comum do prefeito de uso do poder público e das instituições religiosas para angariar votos e permanecer no poder. Essa política eleitoreira não é ao menos disfarçada, o que deixa evidente as práticas golpistas e antidemocráticas da prefeitura, que seguem o mesmo caminho do governo federal. 

Diferentemente do que Crivella afirma, não há nenhuma ordem divina que o tenha colocado nos primeiros lugares das pesquisas para as eleições de 2020. São práticas comuns de fraude eleitoral que, em conluio com as instituições religiosas, asseguram sua permanência no cargo da prefeitura. O apoio “velado” de Bolsonaro também garante recursos federais para a construção de obras durante a campanha eleitoral. Além disso, o uso da imagem do presidente e a vinculação de Crivella às Forças Armadas ajudará a agregar os apoiadores de Bolsonaro. 

A direita golpista, no entanto, tem desafios com a própria direita. Às vésperas das eleições, Eduardo Paes aposta nas denúncias contra Crivella para alavancar nas eleições, mas se torna réu por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Paes recebeu R$ 10,8 milhões de executivos da Odebrecht por meio de caixa dois de campanha em 2012, escândalo que ocorreu há 18 anos e que veio à tona agora para a conveniência do atual prefeito e candidato Crivella.  

Não é possível que tais atuações do Ministério Público iludam a população, visto que têm fins políticos muito claros. Eduardo Paes, por um lado, possui o apoio da Globo e da direita tradicional, já Crivella Junta-se aos líderes religiosos e à direita bolsonarista. Ambos os candidatos estão aliados aos interesses dos capitalistas e atuarão contra os interesses da maioria da população; além de utilizarem-se de meios antidemocráticos para se perpetuar no poder, o que deixa, mais uma vez, claro a farsa das eleições municipais, assim como todo o sistema político dominado pela burguesia.

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