Chicote contra o povo
A saída para os governos direitistas contra a população durante a pandemia é única e exclusivamente a ditadura e a repressão

Por: Redação do Diário Causa Operária

Desde o inicio da pandemia, a única politica levada adiante pela maioria dos governantes, em especial o governador de São Paulo, João Doria do PSDB, para fingir o combate ao Covid-19 foi um isolamento social limitado e a repressão contra a população.

Festas clandestinas, bailes funks, pancadões, aglomerações – se for na periferia – multa, bala de borracha, gás lacrimogênio, spray de pimenta, enfim truculência e violência total contra o povo pobre. De acordo com os dados da Secretaria de Vigilância Sanitária do Estado, nos primeiros dias de carnaval foram barrados pela Policia Militar, 500 pancadões e festas, também foram fechados 11 estabelecimentos e aplicadas 22 multas após flagrantes de desrespeito às normas da quarentena na capital entre sexta-feira (12) e sábado (13).

Além de não fazerem absolutamente nada para combater a pandemia, os governos direitistas ainda tratam a população no chicote. Nenhuma campanha efetiva de conscientização da população em relação à gravidade do vírus foi feita. O “fique em casa” e o “use máscara” não condiz com a realidade dos trabalhadores, que com o salário mínimo defasado e a carestia dos alimentos, muitas vezes não têm sequer dinheiro para comprar os itens de proteção básica contra o coronavírus. Por outro lado não houve distribuição gratuita em massa dos EPIs em nenhum estado do País. Ficar em casa é uma piada. Essa politica só funciona para alguns setores privilegiados da sociedade, a grande maioria da população para sobreviver teve que trabalhar. A miséria – auxilio emergencial – colocada em prática pelo governo federal não sustenta uma pessoa sequer. Os auxílios colocados pelos governos estaduais não dão nem pra comentar, alguns deles não se compra nem um quilo de carne.

Nas periferias não há governo, não há postos de saúde, nem medidas concretas de combate à pandemia, o que existe é a PM atirando no povo. O descaso é tamanho que falta d’água e falta de energia é situação corriqueira nos bairros pobres dos maiores estados do País. Portanto, devido à falta de politicas públicas e incentivo, vai continuar tendo bailes funks, e isso é natural. Eles estão totalmente abandonados pelo regime burguês, quando são visitados a cada quatro anos, em períodos de eleições, é para ouvir promessas falsas e demagógicas da direita ou quando essa mesma direita, manda seu braço armado para matar e tocar o terror contra o povo. É óbvio que a população não vai respeitar nenhuma imposição que claramente é uma farsa. Todos podem ir trabalhar, pegar transporte lotado etc, só não pode se divertir. A forma mais correta seria convencer a população, esclarecer conscientizar, dar meios para que possam enfrentar a crise pandêmica sem precisar lançar mão da repressão.

O povo fica largado e quando não cumprem as medidas abstratas adotadas de forma demagógica de combate à catástrofe sanitária por que passa o País, chamam o povo de negacionista. Fica claro que a população não confia em nada no Estado, ainda mais nos governos direitistas.

O negacionismo é o símbolo da “briga” entre o governo federal e os governadores estaduais ditos “civilizados” e “científicos”. O que a população observa, e com razão, é que a na luta entre negacionistas e científicos não muda nada a situação deles, o objetivo é único, sempre as próximas eleições. Ajudar a população e o povo, não está na agenda de nenhum desses governantes criminosos, que fazem do Brasil o país com o segundo maior número de mortes e afetados pela pandemia do mundo, com ênfase para o Estado de São Paulo.

Os pancadões estão acontecendo e vão continuar acontecendo. Enquanto a população não estiver confiante e se sentir segura diante das suas representações no Estado, não tem como deter as movimentações espontâneas e culturais da sociedade. Monitorar bailes funks, apreender pessoas em festas, aplicando multas e atirando contra o povo, mostra o total fracasso da política levada adiante pela burguesia, na luta contra o Covid-19 e povo em geral. No entanto, a gente sabe que nunca houve qualquer medida concreta em mais de um ano de pandemia – que tem aumentado significativamente nos últimos meses – em prol do povo, da classe trabalhadora. Muito pelo contrário, o objetivo real e claro de todos os governos sejam federais, estaduais ou municipais sempre foi salvar os lucros da burguesia, dos grandes capitalistas e dos bancos.

Imagine só, o governador do estado pedindo para que a população evite aglomerações e pior reprimindo-as violentamente, enquanto nos metrôs e ônibus, vans para se deslocarem ao trabalho estão simplesmente abarrotados, cheios até o limite. De acordo com os dados da secretaria de vigilância em Campinas (93 km de SP), a prefeitura, gestão Dario Saadi (Republicanos), juntamente com a GM (Guarda Municipal), dispersou, entre a sexta-feira e domingo, 24.042 pessoas que participavam de festas clandestinas e pancadões. O dia em que mais aglomerações foram flagradas foi no sábado (13), quando 13.370 pessoas participavam de festas irregulares. Em uma delas, na região do bairro Ouro Verde, estavam cerca de 3.000 participantes. Convenhamos que 25 mil pessoas deve ser a quantidade – aglomeradas – que passa pelo metrô da capital a cada 30 minutos.

A demagogia é tão grande que neste ano em todos os estados foram cancelados o carnaval, a festa mais popular do mundo. Para, segundo os governantes, evitar aglomeração e combater a pandemia. No entanto ao invés de aproveitar o feriado para manter as pessoas em casa, os grandes científicos decidiram que seria melhor a população ir para o trabalho, andar de ônibus, de metrô, van e etc ou seja, roubaram o feirado do população. A pergunta que fica é onde está a politica mentirosa do “fique em casa”? Acabou a pandemia? Note que não tem nada de combate ao coronavírus. Mas a diversão do povo não pode acontecer de forma nenhuma, trabalhar tudo bem. É preciso que a mobilização popular nas ruas coloque abaixo todo o regime golpista para barrar a ditadura que vem se instalando no país com a desculpa de controlar o Covid-19.

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