Sobre os cadáveres do povo
Segundo uma pesquisa, o número de burgueses subiu para mais de 200; enquanto isso os trabalhadores são pilhados por esses lucros
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A fome da população sustenta os banquetes dos ricos | Foto: Reprodução

Não foram apenas os números de mortes e infectados por Coronavírus que aumentaram no Brasil, tampouco o número de desempregados, de fome e miséria. Um número correspondente também aumenta. Durante essa gigantesca crise, o número de bilionários aumentou, subindo 238. Entre eles, Josepf Safra em primeiro e Lemann em segundo colocado na lista. A imprensa burguesa deu a notícia com enorme entusiasmo. Como se tentasse colocar “aumenta o número de parasitas” de uma forma positiva. Esse número só é possível devido ao nível de esmagamento que sofre a população brasileira.

Esse número revela uma verdadeira vala social entre a burguesia e a classe trabalhadora. E não apenas, esse abismo só existe por causa dos duros ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo desde o golpe de Estado. Todo capital que foi roubado, por decreto presidencial ou pelo Congresso, com os ritos fúnebres da “democracia” de fachada que existe no Brasil, colocou toda renda dos trabalhadores nos cofres privados desses mesmos capitalistas. Esse número é o resultado da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista, e de todos os demais ataques dos golpistas contra o povo.

É literalmente o desemprego, a carestia, os cortes salarias, o roubo das aposentadorias, o trabalho escravo, que garante um lucro obsceno como desses capitalistas. Os cortes são para os trabalhadores, e esse capital não fica estocado no Estado e nos cofres públicos; como a imprensa burguesia que comemora quando se “tem mais ricos”, ao mesmo tempo em que a pobreza se configura em lei geral da sociedade brasileira. Esse dinheiro é transferido, escoado, roubado do bolso dos trabalhadores brasileiros para os bolsos dos capitalistas.

Basta lembrar que no início da pandemia o governo Bolsonaro doou, de forma escandalosa, 1,2 trilhões para os banqueiros, que chegou aos cofres privados dos capitalistas com a menor burocracia possível. Foi um rombo orçamentário do Estado com nenhuma razão a não ser salvar os capitalistas, manter seus lucros e visar uma reabertura econômica total e irrestrita para aumentar seus lucros. Enquanto isso, os capitalistas aprovaram 600,00 reais para a população mais pobre do País para evitar uma crise social generalizada e controlar essa situação que poderia, e ainda pode, se transformar em uma rebelião popular das amplas massas.

Outro dinheiro que foi parar nos bolsos dos capitalistas foi o dinheiro que ninguém que é pobre viu sendo utilizado: para barrar o avanço da pandemia. Como a construção de infraestrutura e investimento de guerra na saúde acabaria acarretando em um gasto gigantesco para o Estado, a burguesia festiva acabou por dar uma orientação muito simples para continuar sua política de parasitismo: cruzem-se os braços. Isso explica porque a pandemia não foi resolvida no País e muito menos controlada em algum aspecto, iria tirar o colchão confortável que é todo capital acumulado pelo Estado brasileiro. Capital esse que não é nada mais que fruto do trabalho dos brasileiros.

É uma política genocida. É necessário uma mobilização de amplas massas para derrubar Bolsonaro, colocar o regime em cheque e barrar essa festa de horrores da burguesia sobre os trabalhadores.

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