Crise se aprofunda: Macron quer Estado de Emergência na França

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Após mais um dia de enormes mobilizações no centro da Paris nesse sábado, dia 1º, o presidente francês Emmanuel Macron retornou da reunião do G20 na Argentina e visitou as localidades dos protestos.

As manifestações dos coletes amarelos desse sábado resultaram em 287 manifestantes detidos e 110 feridos. A polícia reprimiu os manifestantes que respondiam com pedras, barricadas e incendiando dezenas de carros e saqueando lojas. A tradicional avenida Champs-Elysées ficou coberta pela fumaça das bombas de gás e dos focos de incêndio. Em toda a França, os protestos teriam reunido 36 mil pessoas, 5.500 em Paris, isso segundo informações oficiais do primeiro-ministro, Edouard Philippe.

Macron declarou, em visita ao monumento do Arco do Triunfo, que também foi palco dos protestos, nesse dia 2 de dezembro, declarou que avalia decretar Estado de Emergência na França. Os tumultos são os mais turbulentos em muitos anos na França, os maiores desde 1968. O presidente francês e seus ministros se reúnem ainda hoje para decidir sobre o Estado de Emerência.

Os protestos dos coletes amarelos, que começaram em 17 de novembro contra o aumento no imposto sobre combustíveis e alto custo de vida.

As manifestações, que já se estenderam para a Bélgica, é o sintoma mais agudo da crise política do regime imperialista europeu. O desconhecido Macron foi colocado na presidência por uma manobra eleitoral do imperialismo para colocar em prática os planos neoliberais de ataques contra o povo. A crise com as manifestações dos celtes amarelos colocam em xeque não apenas o governo francês, mas todo o regime imperialista europeu.