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O regime político golpista, que improvisou a eleição de Bolsonaro na esteira da proibição da candidatura de Lula, encontra-se em uma profunda crise. De um lado, o governo fraudulento de Bolsonaro está nas cordas por conta das amplas mobilizações populares recentes. De outro, com a última bomba, a revelação feita pelo Intercept sobre a grande farsa que é a operação Lava Jato, que veio a comprovar todas as denúncias feitas pela imprensa do nosso Partido há anos.

A crise do governo Bolsonaro, que tenta levar adiante a política econômica dos golpistas deveria ser explorada amplamente pela esquerda, sobretudo em um momento tão crítico. A palavra de ordem de “Fora Bolsonaro”, que começou a emergir durante o carnaval e que esteve presente em todas as manifestações, deve ser impulsionada em conjunto com a exigência de novas eleições, a única saída verdadeiramente democrática para o golpe de Estado, obviamente que com a participação de Lula.

No entanto, eis que diante de uma situação calamitosa, a ala direita dos partidos de esquerda é convocada a vir à campo para salvar o regime. De acordo com matéria publicada no sítio do Estado de São Paulo, jornal profundamente direitista, após uma série de reuniões, enfim os governadores teriam chegado a um consenso em torno da reforma da previdência! Isto é, a reforma da previdência, que é completamente repudiada pela população brasileira, que gera discordâncias e atritos até mesmo em setores da direita, agora é apoiada pelos governadores – incluindo aí até os do PT e do PCdoB – contanto que se façam algumas “alterações”!

Essa é uma política suicida para a esquerda. Não há como alterar a “reforma” da previdência de Bolsonaro aqui e ali, de modo a reduzir os impactos sobre a população brasileira. Esta reforma é uma imposição dos bancos, e como tal só pode significar um profundo ataque ao direito à aposentadoria de todo o povo. Seria como tentar, como se diz em um português curto e groso “perfumar merda”. Além de tudo, é uma manobra que vai inevitavelmente colocar esses setores em uma rota de colisão com o movimento popular.

O que não causou muita estranheza é que a manobra veio primeiro dos governadores, que possuem uma relação mais carnal com o governo federal e que como temos destacado na imprensa do Partido procuram se adaptar ao governo Bolsonaro. É o caso de Camilo Santana, do Ceará e Rui Costa, da Bahia, ambos do PT e de Flávio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB. São elementos que demonstraram proximidade política de setores como Moro, o judiciário e o sistema repressivo, o DEM e o até o PSDB. Como destaca a matéria do Estado, agora restaria “convencer” os parlamentares a respeito da “reforma”. Podemos esperar pressão em todas as escalas sobre os parlamentares da esquerda nesse sentido, sendo que já vimos o posicionamento favorável de alguns parlamentares da esquerda, como o caso de Marcelo Freixo, do PSOL.

A preocupação do povo e da esquerda não pode ser a sustentação deste regime profundamente antidemocrático que vem controlando o país desde a derrubada de Dilma e que tem se aprofundado desde então. Pelo contrário, a palavra de ordem da paralisação geral do dia 14 deve ser “Mobilização derruba o capitão, greve geral derruba o general”.

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