Parasitas
Em meio à crise capitalista e do coronavírus com centenas de milhares de mortos, os bancos continuam ampliando seus lucros
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Greve dos bancários em 2018 | Foto: Reprodução

Segundo um estudo realizado pela Economatica – empresa de dados financeiros e tecnologia – o Bradesco fechou o semestre com lucro líquido de US$ 1,257 bilhão (R$ 6,888 bilhões), superando o seu maior rival, Banco Itaú, tornando-se o primeiro na lista das companhias abertas com os maiores lucros na América Latina.

A pesquisa incluiu 582 empresas de diferentes ramos de atividade que divulgaram os balanços do segundo trimestre, para compor o resultado semestral, até o último dia 21 e para se chegar a esse resultado, foi levado em consideração o lucro contábil – o que consta nas demonstrações financeiras encaminhadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável por fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários.

O vice-presidente do banco, André Cano, relata que a redução de despesas foi cerca de 3% nominais (sem incluir a inflação), o aumento na margem das operações de tesouraria e com clientes, de 9,2% e o crescimento da carteira de crédito, de 14,9%, em relação ao primeiro semestre do ano passado. Ele destaca também o aumento do número de clientes em 2,1 milhões no período, para 31,3 milhões, graças à conquista da folha de pagamento de grandes empresas, ou seja, tubarão ajudando tubarão.

A verdade, é que além dos dados informados, são vários outros indicadores que contribui para esse lucro estrondoso do Bradesco e para todo esse seguimento em geral.

Em plena pandemia mundial – a maior do século XXI – com milhões de pessoas desempregadas, sendo despejadas, passando fome e mais de 100 mil mortos por Covid-19, os números do lucro desses grandes parasitas que vivem de especulação, não mente. Bancos, instituições que não produzem um lápis para a sociedade, estão faturando bilhões mesmo em meio a essa crise, justamente porque está ocorrendo um verdadeiro desmonte dos direitos da classe trabalhadora com demissões em massa e terceirização do serviço, fazendo com que essa corja seja desafogada em suas folhas de pagamentos e não é só isso, pois o próprio vice-presidente da instituição informa que isso também é fruto da “conquista da folha de pagamento de grandes empresas”, uma vez que o funcionário sequer tem direito de escolher de que forma irá receber o seu pagamento. Trata-se de meia dúzia de sanguessugas que se unem para drenar tudo o que a classe trabalhadora tem.

Vale lembrar que em março deste ano, o banco Bradesco foi um dos agraciados com uma fatia do valor de 1 trilhão e 200 bilhões , depois contou com a “generosidade” do Estado tendo a sua alíquota de CSLL reduzida – em plena pandemia mundial – e no final do último mês de julho, a instituição aumenta a reserva para calotes e lucro. E quem teve de arcar com tudo isso? Os cofre públicos.

Mas o pior de tudo, o que é mais indecente e, o fator que mais contribui para o aumento das fortunas dessas instituições bancárias, são as sobras de caixa dos bancos. Em todo o mundo, as reservas bancárias, que é o dinheiro das pessoas que estão paradas nas contas dos bancos, uma parte é entregue ao Banco Central de forma compulsória para dar garantia ao sistema evitando a alavancagem – o famoso depósito compulsório – e o restante desse valor, os bancos podem emprestar para a sociedade – pessoa física ou jurídica – mas claro, com juros estratosféricos, fazendo com que as pessoas, seja física ou jurídica, fiquem completamente endividadas, pois esses juros são impagáveis. O juros é tão alto, porque após a retirada de todo aquele valor do depósito compulsório – a sobra de caixa dos bancos – que tinha que ser emprestadas ao povo, o Banco Central aceita que os bancos façam um depósito voluntário dessa quantia e em troca, o BC entrega como garantia títulos da dívida pública e remunera diariamente. É isso mesmo, o BC não vende esses títulos, ele entrega para os bancos. A consequência de toda essa farra, foi a bagatela de mais de 1 trilhão de reais – segundo os balanços do próprio BC – e hoje a dívida está em mais de 2 trilhões, e por essa razão, que as taxas de juros são esse verdadeiro assalto, no Brasil.

É urgente uma forte e intensa mobilização popular, para que todo esse sistema seja estatizado, não tem outra forma, pois é o único jeito de acabar com essa especulação que faz esse país sangrar há anos e que tem se agravado de forma drástica nesta última crise, provocando o aumento desenfreado da pobreza e um verdadeiro abismo entre as classes, deixando no topo do mundo, a classe parasita que é essa burguesia que detesta trabalhar.

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