Crise: nunca houve tão poucos negros com casa própria nos EUA

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A crise econômica no mundo tem afetado a todas os trabalhadores, nos países desenvolvidos não poderia ser diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de proprietários de casa própria negros bateu um recorde negativo ao atingir a menor taxa desde que o censo começou a obter dados consistentes em 1970.

A porcentagem de negros que conseguiram ter acesso a um imóvel é hoje em dia de 40,6% e, em comparação com o mesmo período do ano passado, caiu em 1%. A proporção para todos os outros grupos considerados minoritários no país também diminuiu. Enquanto isso, a porcentagem de brancos que possuem casa própria cresceu pouco, mas atingiu a taxa de 73,1%.

É preciso entender aqui que o que significam esses dados, na medida em que a crise econômica se aprofunda, quem procura adquirir um imóvel encontra cada vez mais dificuldades, seja pelo aumento dos preços que sobem todos os anos, seja pela dificuldade em encontrar estabilidade nas condições de trabalho.

O resultado da política neoliberal da direita é o empobrecimento cada vez maior da população trabalhadora. Uma vez que as condições de trabalho estejam cada vez piores e que o custo de vida aumente diariamente, a consequência da crise capitalista é que os trabalhadores acabem sendo ainda mais explorados.

Nesse sentido, os negros são uma parcela da população que, historicamente submetidos pelo imperialismo ao sistema capitalista, se tornam cada dia mais pobres neste momento. Não se trata de uma questão de que todos pagam pela crise econômica, pelo contrário, esta beneficia ainda mais a grande burguesia que concentra cada vez mais as riquezas mundiais.