Aumento de moradores de rua
Com a politica pública catastrófica que o Brasil enfrenta, sociedade contempla um número assustador de moradores de rua
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Um teto sobre a cabeça, improvisado | Foto: Portal Hoje em Dia

A crise sanitária que agravou a profunda recessão que o Brasil já enfrentava, somada com a falta de política pública, tem empurrado milhares de pessoas para as ruas.
A medida do auxílio emergencial, pelo seu caráter paliativo e seu valor ínfimo, não tem sido suficiente para evitar essa verdadeira catástrofe que enfrentamos.
O presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, Robson Mendonça, informa que era oferecido uma média de 200 pratos por dia para pessoas em situação vulnerável. Agora, durante a pandemia, esse número subiu para 2.000 pratos por dia. Mendonça também afirma que muitos brasileiros que ficaram sem dinheiro, começaram a morar nas ruas.
De acordo com censo da própria prefeitura direitista de São Paulo, o número dos moradores de ruas entre os anos de 2015 a 2019 aumentou 53%. Até 2019, foi registrado um número de 24.344 de pessoas em situação de rua e até o presente momento, não temos os números atualizados de 2020, que certamente são bem mais assustadores.
O auxílio emergencial foi criado para pagar três parcelas de R$ 600,00 para os trabalhadores vulneráveis do Brasil. O benefício é voltado para trabalhadores autônomos, informais, microempreendedores individuais (MEIs) e desempregados que não recebem seguro-desemprego, mas esse auxílio tem se mostrado incapaz de evitar o êxodo de pessoas indo para as ruas, pois R$ 600,00 não é o suficiente para garantir pelo menos os direitos básicos de um cidadão como acesso à moradia, três refeições por dia e serviços essenciais como luz e água. Para completar o quadro de catástrofe social, o atual desgoverno pretende reduzir o valor pela metade. Além desse valor ser absolutamente irrisório, para piorar a situação, o governo do sr. Jair Messias Bolsonaro se prepara para interromper o pagamento do valor, o que ampliará ainda mais a miséria e a crise social.
A atual crise só demonstra de forma cristalina o abismo entre as classes sociais neste país, que que está se agravando pela política antipopular e pró-imperialista do sr. Jair e do seu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes. Um estelionatário que tem como plano de governo um “copia e cola” das propostas e relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No inciso 10 do relatório, existe um apontamento que esclarece muito bem essa falta de zelo para com a população, por parte do atual desgoverno: “Para cumprir o teto constitucional de gastos no médio prazo, o governo deve buscar uma redução na folha de pagamentos do setor público (contribuindo para uma maior equiparação de rendimentos com relação ao setor privado) e reduzir outras despesas correntes, por exemplo contendo aumentos do salário mínimo acima de ajustes no custo de vida.” Esse relatório sequer considera despesas extraordinárias – como é o caso do auxílio emergencial – pois para essa burguesia parasita, pouco importa o que pode acontecer com os que ocupam o andar de baixo da sociedade.
Devido à atual crise, o governo tem a prerrogativa de descumprir esse famigerado teto de gastos, mas o governo Bolsonaro não quer desagradar os capitalistas, que querem a todo custo manter essa aberração jurídica e política, mesmo que seja jogando milhares e milhões para a miséria.
Está muito claro que a função dessa abominação que hoje comanda o nosso poder executivo é enterrar o povo na pobreza e na miséria, e não existe outra alternativa: é preciso derrubá-lo através do movimento popular nas ruas.

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