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Crise no Figueirense: exemplo da “eficiência” da iniciativa privada
Torcida do Figueirense protesta contra direção
Crise no Figueirense: exemplo da “eficiência” da iniciativa privada
Torcida do Figueirense protesta contra direção

O clube catarinense Figueirense Futebol Clube tornou-se, em 2017, um “clube-empresa”, uma espécie de privatização ou terceirização dos serviços administrativos do time. Foi criada uma empresa limitada, a Figueirense Ltda., 95% de sua participação sendo propriedade de uma empresa privada, a Elephant, enquanto 5% permanece com a associação sem fins lucrativos, Figueirense Futebol Clube, que não pode interferir na administração.

Apesar de isso ser algo feito com a clara intenção de encher os bolsos de mais um grupo de capitalistas gananciosos, a justificativa para a parceria seria de que ela aumentaria a eficiência na administração do Figueirense e o tornaria mais competitivo, melhorando a qualidade do seu futebol. A outra justificativa seria a resolução de suas pendências financeiras, o clube apresentava dívidas não só com jogadores, mas também com funcionários e comissão técnica.

A realidade, porém, é que nenhum desses objetivos vem sendo alcançado. Com um ano e meio de administração “terceirizada”, o clube se encontra na décima terceira posição da série B do campeonato brasileiro, próximo à zona de rebaixamento. Além disso, persistem as dívidas com os jogadores, funcionários e equipe da comissão técnica.

Segundo declaração do elenco, o clube ainda tem dívidas com os atletas da base – 10 ajudas de custo atrasadas; com os jogadores CLT – agosto e novembro de 2018 e férias e julho de 2019; com a comissão técnica de base e profissional – novembro e dezembro de 2017, julho, agosto, setembro, novembro e férias de 2018 e julho de 2019; com os funcionários e parte administrativa – outubro, novembro e férias de 2018, além de FGTS de vários funcionários e dívidas com empresas de ônibus, lavanderia, cozinha e hotel.

Em um protesto contra essa situação, os jogadores fizeram uma greve e não entraram em campo na última partida contra o Cuiabá, na terça-feira dia 20, perdendo por W.O. Eles tinham a intenção de manter a paralisação, porém por pressão da direção, voltaram a treinar e jogarão nesse sábado contra o CRB. É preciso denunciar e protestar contra a privatização e elitização do futebol brasileiro, que visa à sua destruição.