Crise na Inglaterra: Corbyn pode sofrer golpe ou manobra estilo Macron

jeremy corbyn

O líder trabalhista Jeremy Corbyn vem sofrendo uma campanha da calúnias e difamação. Diante de sua quase certa vitória eleitoral, a burguesia decidiu partir para o jogo sujo e fazer uma ampla campanha contra ele. A imprensa golpista britânica está utilizando o método tradicional de mentiras e invenções para tentar influenciar o eleitorado.

Uma das mentiras que vem sendo reproduzidas é a de que o eleitorado estaria buscando uma solução centrista para os problemas, isto é, diante da gigantesca crise vivida pelo país, a população estaria atrás de mais do mesmo e não de alternativas radicais que se expressam na polarização política. A evolução da situação política inglesa vem demonstrando exatamente o contrário, os dois grupos que estão crescendo nos últimos anos são justamente Corbyn, do Partido Trabalhista, ligado a sindicatos e à juventude, e o UKIP, partido de tradição fascista, contra imigrantes.

Outra manipulação feita pela imprensa burguesa seria de que Corbyn não tem apoio da juventude e sim de velhos “conservadores”. Sobre o apoio da juventude, é uma coisa indiscutível, e o que declaram é uma falsificação da realidade. Todo mundo com o mínimo de informação sabe que quem fez Corbyn assumir a liderança do partido foi a juventude trabalhista. Sobre os supostos velhos conservadores, existe um truque da imprensa golpista que não caracteriza quem seriam. Não se tratam obviamente dos velhos conservadores e “gentlemen” da classe média ou da alta sociedade, mas sim da velha e experiente classe operária britânica, que são taxados de conservadores por terem defendido legitimamente posições contrárias à União Europeia.

Outras afirmações feita contra Corbyn seria de que ele é um candidato contras as mulheres. Isso porque ele defende uma proposta extremamente progressista que é de legalização completa de prostituição. Diversos grupos “feministas” se posicionaram contra essa proposta, comparando o Partido Trabalhista com o Partido Conservador nos “ataques às mulheres”. O grande problema é que, na verdade, a legalização da prostituição é uma medida de defesa das mulheres, e que as restrições que são feitas nessa questão servem apenas para reprimir e marginalizá-las ainda mais.

Não bastasse isso, uma série de outras calúnias vem sendo repetidas, como a de que ele seria antisemita por ser contra o genocídio do povo palestino pelo Estado sionista de Israel, ou de que ele seria um espião comunista e terrorista do Hamas. A ofensiva gigantesca do imperialismo contra Corbyn revela duas coisas fundamentais. Primeiro, diante da conjuntura política, e da base que ele tem, com a juventude, os sindicatos e a classe operária, sua vitória é quase certa. Segundo, por isso mesmo, a burguesia não está disposta a deixar governar um candidato como esse e está preparando um golpe para impedi-lo governar.