Crise em 2021
Miséria aumentará em todo o globo no próximo ano
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23/10/2003 - IRAJÁ - Incêndio no Ceasa - Pessoas se arriscam para conseguir comida em meio aos destroços, após incendio que queimou parte do SEASA de Irajá. Foto de Andréa Farias / Ag. O DIA    IMAGEM DIGITAL
Em 2021, com possível recessão, a vulnerabilidade nos países mais pobres irá disparar | Andréa Farias Farias

A ONU, Organização das Nações Unidas, divulgou um informe sobre a situação dos países mais pobres e os impactos que sofrerão devido a pandemia em 2021. A situação é de extrema gravidade, e aponta um retrocesso só observado antes da década de 90.

O secretário ajunto de Assuntos Humanitários e Coordenador de Socorro e Emergência da ONU, se pronunciou sobre o relatório, prevendo, de acordo com a situação econômica, política e social analisada, uma crise humanitária em escala global, impactando com mais força os países em desenvolvimento.

O agravamento da situação que se avizinha, se deve ao retrocesso econômico devido à crise sanitária do coronavírus, que não foi devidamente combatido pelos governos nacionais, tanto no aspecto das políticas de enfrentamento a doença como nas políticas sociais direcionadas as populações mais pobres e sem condições de subsistência. Como impactos secundários que levarão o globo para uma grande recessão estão o confinamento, alta dos preços de produtos de consumo básico, como os gêneros alimentícios, queda de remessas, interrupção dos programas de vacinação e escolas fechadas. Esses fatores combinados ampliarão no próximo ano o número de pessoas vivendo na extrema pobreza. Com alta no número de mortes por diversas doenças, como HIV, tuberculose e malária, aumento gigantesco da fome e evasão escolar.

Um ponto importante que a ONU destaca em seu informe, é a previsão do aumento de conflitos armados, que tem uma grande tendência de realmente acontecer, além das explosões populares que já nesse momento de 2020 surgem em diversas partes do mundo. Isso porque a população explorada, devido a lógica sempre certa da luta de classes não irá aceitar calada toda a ofensiva promovida pelos poderosos.

É certo afirmar que toda essa situação de crise que está desabando na cabeça dos trabalhadores de mundo, principalmente dos países de economia atrasada, são a conta da crise de superprodução e da pandemia que o imperialismo promoveu. O imperialismo está sentindo os efeitos dessa crise e tentando sobreviver pisando em cadáveres, cadáveres esses produzidas pela espoliação da riqueza das nações, das sanções, da desindustrialização, dos planos de austeridade, da retirada de direitos e do fascismo.

A ONU prevê o investimento de 35 milhões de dólares para salvar cerca de 120 milhões de pessoas da miséria, mas a grande realidade é que os donos do dinheiro só vem provocando mais miséria, e sem que a classe trabalhadora se insurja contra essa força destruidora, não haverá saída para a derrocada.

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