Educação
A crise econômica capitalista, potencializada pela pandemia do coronavírus, está causando um fluxo massivo de alunos das escolas particulares para o ensino público.
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A superlotação das salas de aula, um dos principais problemas do ensino público, tende a se agravar. | Pixabay.

A crise econômica capitalista, potencializada pela pandemia do COVID-19, está fazendo com que haja uma transferência em massa de alunos das redes particulares de ensino para as escolas públicas.

A rede estadual de São Paulo, a maior do país, recebeu mais de 9.000 transferências do início do corrente ano até o mês de agosto. Isso representa mais de dez vezes o que foi registrado no ano anterior. Por sua vez, a rede municipal de São Paulo registrou 8.300 novas matrículas para a Educação Infantil, cerca de duas vezes o número registrado no ano passado.

Com o crescimento do desemprego, famílias de classe média que conseguiam pagar pelo ensino privado já não conseguem mais. Em meio à pandemia, o governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) aprovou uma série de medidas que facilitam as demissões e os cortes de salários.

As escolares particulares se recusam a reduzir o preço das mensalidades, mesmo que as famílias aleguem dificuldades financeiras.

A transferência massiva de alunos para as escolas públicas vai resultar no aprofundamento do problema da superlotação das salas de aula. Esse é um problema antigo, mas que vai se agravar neste momento.

O Brasil vai experimentar uma queda histórica no Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. De uma maneira geral, a economia mundial está em declínio, mesmo nos países imperialistas mais desenvolvidos.

A falência generalizada do sistema capitalista é responsável por levar uma massa gigantesca da população à situação de miséria. Inclusive, diversos setores de classe média, antes relativamente privilegiados, foram duramente afetados pelos efeitos econômicos do COVID-19.

A rede pública de ensino não supre a demanda dos alunos em condições consideradas normais. Falta tudo nas escolas, desde materiais didáticos básicos até infraestrutura adequada. O investimento em educação é muito baixo, incapaz de proporcionar condições para um ensino de qualidade. Com a transferência massiva de alunos, os problemas estruturais, que já se arrastam por décadas, tendem a se agravar.

A queda no número de matrículas, registrada nos últimos nos na rede estadual de São Paulo, não resultou na melhora da qualidade do ensino. Pelo contrário, os governos burgueses se aproveitaram para fechar salas de aula e extinguir a educação no período noturno. Com o novo fluxo de alunos, a pressão necessariamente aumentará, no sentido de ampliar a capacidade escolar para atendê-los.

A superlotação das salas de aula, um dos principais problemas que atravancam o ensino, vai se aprofundar, com mais crianças e adolescentes entupindo as salas de aula.

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