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No domingo do dia 25 de outubro, estreava como jogador profissional pelo Santos o atacante Ângelo, com 15 anos e 10 meses
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Ângelo Gabriel estreou no time profissional do Santos com 15 anos e 10 meses | Foto: Divulgação/Santos

No domingo do dia 25 de outubro, estreava como jogador profissional pelo Santos o atacante Ângelo, com 15 anos e 10 meses. Batendo o recorde como jogador mais jovem a estrear em campo como profissional na era dos pontos corridos. Anteriormente o título era do meia Miguel, que estreou com 16 anos e 3 meses pelo fluminense.

O caso de Ângelo não é uma exceção, mas o caso mais extremo de um fenômeno que vem ocorrendo no futebol brasileiro e mundial. Com o desmonte do futebol, os times têm buscado cada vez mais por jogadores mais novos. A Europa também busca jogadores cada vez mais novos e o motor desse fenômeno é financeiro e visa antecipar talentos que possam ser convertidos em uma venda rápida e lucrativa.

 

Nas palavras de Júnior Chávare, diretor da base do Atlético-MG: “É uma tendência que veio para ficar. O que a gente não sabe é se o volume (de talentos) vai ser significativo a cada geração”. Chávare ainda complementa: “Mas tenho a convicção de que os clubes estão convencidos de que o custo-benefício da base é que irá mantê-los vivos”.

Esse fenômeno é geral diferenciando de um clube para o outro apenas na frequência, ele também é acentuado proporcionalmente a fragilidade financeiramente do clube. Com a pandemia houve um aprofundamento deste fenômeno, concomitantemente com o aumento da dificuldades financeiras aos clubes.

Entretanto o que não está sendo considerado pelos clubes é o impacto dessa profissionalização precoce nos jogadores. Numa ascensão normal o jogador teria iniciado sua atuação no sub-17, com desenvolvimento no sub-20 e posteriormente no sub-23, para assim, após todo desenvolvimento técnico, físico e psicológico, estrear no profissional. A profissionalização precoce retira um tempo essencial da formação psicológica do jovem atleta.

Na opinião do gerente da base do Vasco Carlos Brazil: “Há uma formação técnica. E, com 15 ou 16 anos, (o jogador) já recebeu bastante conteúdo na parte tática. Na parte física, depende muito da maturação do menino. Mas eles têm má formação no aspecto psicológico. Existe uma chance maior de queimar esse talento do que de desenvolvê–lo.”

Na avaliação da psicóloga do Vasco Maíra Ruas: “Quando o momento do time é positivo, o atleta tende a ir melhor. Quando não, ele tende a sentir mais as pressões externas e ter dificuldade de se manter no nível de expectativa que o clube e os torcedores colocaram sobre ele”. Ruas complementa: “Ao pular o sub-17, o sub-20 o atleta deixa de experimentar situações pelas quais os mais velhos já passaram. Não aprende como lidar com fases ruins e fases boas.”

Esse fenômeno de explorar jogadores precoces, ocorre mundialmente. Na rodada de meio de semana da Liga dos Campeões da Europa houveram 472 jogadores em campo, destes, 27% tinham até 23 anos e 9% tinham até 20 anos. Entretanto esse fenômeno se torna mais agudo no Brasil com intensa saída de jogadores do país, levando os times buscarem seus atletas cada vez mais próximo do berço.

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