Depressão econômica inédita
Recordes de falências e retração econômica produzem a maior catástrofe no emprego já registrada no país. Regime burguês mostra sua debilidade
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Foto: Rivaldo Gomes/Follhapress
Candidatos a emprego na coleta de lixo em São Paulo. Mais da metade da população está desempregada | Foto: Rivaldo Gomes/Follhapress

Vivendo a mais severa depressão econômica já registrada no País, a verdadeira catástrofe produzida pela combinação de neoliberalismo com crise sanitária não para de produzir novidades sombrias. Como a recente notícia que aponta o crescimento no número de falências.

O Estado de São Paulo, o mais importante centro econômico do país, registrou um crescimento superior a 60% no número de processos de falências e pedidos de recuperação judicial entre os meses de abril e maio. Em todo o Brasil, os tribunais registraram uma média ainda maior, 68% nos processos de recuperação judicial e mais de 30% nas falências. Claro que aqui, não estamos falando dos grandes capitalistas mas de setores muito frágeis da pequena burguesia.

Ao contrário da burguesia e mesmo setores mais ricos da pequena burguesia, estes segmentos, geralmente proprietários de estabelecimentos comerciais muito pequenos, não tiveram acesso a 1 centavo que seja das centenas de bilhões de reais prometidas pelo governo no trilionário programa de resgate ao capitalismo, donativos dados aos grandes burgueses sob a desculpa de preservação do emprego mas que na prática, a exemplo do que ocorreu no resto do mundo, virou de fichas para a jogatina das bolsas de valores.

Sendo os principais empregadores no país, a quebradeira sem precedentes dos pequenos estabelecimentos ajuda explicar os mais de 36,6 milhões de desempregados no país, que a exemplo de outras estatísticas econômicas, aponta para o maior recorde desta verdadeira catástrofe.

O número deve ser considerado levando-se em conta a metodologia do Pnad, que exclui os chamados “desalentados”, a população que simplesmente desistiu de procurar emprego, seja por qual dificuldade for. Com esse acréscimo, superior a 25,7 milhões de brasileiros, temos que na verdade, a crise de proporções inéditas na história do Brasil deixou mais de 62 milhões de trabalhadores fora do sistema produtivo, o que implica em mais de 56% de nossa força de trabalho, a maioria portanto. Lembrando que esta pesquisa ainda desconsidera outros dois segmentos extremamente explorados cuja existência aponta também para uma profunda doença da economia: os autônomos e informais.

Sob uma depressão que ainda não mostrou seu pior, a economia brasileira ainda registrou outro dado emblemático da destruição econômica, que foi retração de 9,73% na atividade na economia em relação a março medida pelo Banco Central, e que atingiu o recorde de -15,09% em relação a abril de 2019.

Fica mais do que evidente a incapacidade do regime burguês em lidar com a severa devastação de natureza ímpar produzida pelo capitalismo, através da combinação entre a expropriação realizada pela burguesia e o absoluto descaso com a vida da classe trabalhadora, manifesta com muita eloquência na falta de ação diante da pandemia, que segue as desigualdades amparadas pela “democracia” burguesa na hora de afetar as diferentes classes sociais. O regime precisa, portanto, ser duramente confrontado por um levante dos trabalhadores. Para a classe trabalhadora, mais do que uma palavra o genocídio tende a ser a experiência cotidiana, produzido sob o olhar indiferente das demais classes.

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