Crise do imperialismo: Trump denuncia a censura em massa das grandes empresas de Internet

Donald-Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta sexta-feira (24), via Twitter, as empresas de redes sociais de censurarem milhões de internautas. “Os gigantes das redes sociais estão silenciando milhões de pessoas. Não podemos fazer algo assim, inclusive isso faz com que tenhamos que seguir escutando veículos de imprensa falaciosos como a CNN, cujos índices de audiência caíram gravemente. As pessoas devem descobrir o que é real ou não, sem censura”, disse o presidente estadunidense.

Trump foi o alvo da campanha contra as chamadas “fake news”, criada justamente para acusá-lo de propagar notícias falsas na internet durante o tumultuado período de sua campanha eleitoral.

Obviamente não é que Trump não dissemine mentiras por aí, mas não foi por conta disso que virou alvo de tamanha campanha. A campanha das “fake news” foi encampada não porque ele mentia ou mente na Internet, mas sim porque o ângulo escolhido das notícias dadas por Trump, entra em conflito com interesses do setor mais forte da burguesia imperialista.

Trump foi eleito contra os principais setores da burguesia imperialista norte-americana, representando um setor da burguesia mais fraco. Por isso seu governo é um governo de crise, marcado por essa contradição e ameaçado de impeachment desde o primeiro dia.

O destaque fica por conta do porta-voz da denúncia, Donald Trump, que obviamente não é nem de longe uma pessoas democrática. Outro fator que chama muita atenção é que a denúncia foi feita justamente numa das grandes empresas de redes sociais, o Twitter.

Nesta quinta-feira (23) o Google assumiu ter eliminado 58 contas do Youtube, Google+ e Blogger, supostamente porque o Irã (histórico inimigo da grande burguesia imperialista) teria se envolvido em campanhas “desinformativas”.