Crise do imperialismo: sanções econômicas forçam maior comércio entre Irã e Crimeia

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Os planos do imperialismo nem sempre saem do jeito que são planejados. Com o desenvolvimento da crise capitalista internacional, os EUA têm aplicado cada vez mais sanções em face de países que não se amoldam às exigências do mercado monopolista ou não possuem força suficiente para se contraporem às chantagens.

Bem, esse é o caso do Irã, Criméia e Síria. Tendo em vista a enorme crise que permeia o oriente médio e redondezas, os EUA são obrigados a imporem, covardemente, sanções econômicas contra o Irã, Síria e região da Criméia, por exemplo. Acontece, porém, que ao se acumular países excluídos, estes se mostram interessados em unir forças e estreitar os laços comerciais entre si.

Em recente comunicado, as autoridades administrativas da região da Criméia, hoje integrante da Rússia, anunciaram planos de estabelecer uma nova rota comercial com o Irã, segundo a qual reduziria o tempo de transporte, bem como os gastos.

A nova rota se dará através dos rios Volga e Don que estão conectados ao mar Cáspio. Ambos os países já planejam investir na infraestrutura necessária para enlarguercer a rota comercial. Ademais, a região da Criméria planeja desenvolver ainda mais a rota para a Síria.

Esse fato demonstra a enorme tensão vivenciada pelo imperialismo. Na medida em que tenta sufocar países de forte vertente nacionalista, a fim de privilegiar o comércio com empresas monopolistas internacionais, novos flancos de resistência são abertos entre os excluídos. Como uma ave de rapina, o imperialismo tenta estrangular suas presas, mas na medida em que atua, as presas vão se unindo e resistindo.