Crise do imperialismo: guerra comercial de Trump contra a China prejudica farsa do “livre comércio”

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Da redação – Buscando impor os interesses norte-americanos sobre o povo chinês e também para proteger a indústria nacional contra a concorrência asiática, o Presidente Donald Trump resolveu implantar, a partir desta segunda-feira, dia 24, um pacote de tarifas sobre os produtos importados da China, afetando um total de US$ 250 bilhões em bens de consumo e de produção que constantemente entram no país.

A China, por sua vez, determinou uma maior taxação sobre a importações norte-americanas, atingindo um total de US$ 110 bilhões.

Trata-se das novas sanções que o imperialismo estadunidense vem impondo à China, concorrente comercial da burguesia americana e que está expandindo o poder de influência sobre inúmeros países fornecedores de matéria-prima, como a Venezuela e o Brasil.

Isto mostra que termos como “livre comércio” e a “globalização” não passam de enganações difundidas pelo capitalismo para encobrir sua real intenção, que é controlar a produção e o comércio do planeta e, assim, concentrar toda a riqueza gerada na conta bancária de poucos.

A política de Trump, que expõe o controle que os países desenvolvidos exerce sobre as economias dos países atrasados, não é a política do principal setor do imperialismo norte-americano. Essa política é contraditória e expressa uma contradição entre o atual presidente, junto com o setor mais fraco da burguesa dos EUA que ele representa, e os grandes monopólios econômicos que controlam o regime político norte-americano. Por isso Trump governa sob uma crise contínua e ameaçado de impeachment desde o começo.