Crise do golpe: Congresso está paralisado, e por ele tem que passar as privatizações

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Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo tribunal federal deferiu liminar determinando que a venda de ações de empresas públicas, sociedades de economia mista ou de suas subsidiárias ou controladas só pode ser feita com autorização do Congresso Nacional. A ação tramita desde 2016 e foi perpetrada por funcionários da CAIXA.

O magistrado alega em sua peça que “uma crescente vaga de desestatizações” vem tomando o País sem a “estrita observância da lei”, o que, ainda segundo o ministro, poderá trazer prejuízos “irreparáveis” ao Brasil.

Mesmo considerando que o congresso golpista não se guia por valores patrióticos, é importante assinalar que principalmente em época eleitoral obrigar Temer a viabilizar suas pautas em um parlamento paralisado é cindir profundamente e já rota integridade do setor golpista.

Temer, que é golpista, não tem grandes pretensões eleitorais e pode colocar seu mandato a serviço dos bancos sem se preocupar com popularidade. Mas o congresso, por sua vez, precisa de votos e entregar  o patrimônio nacional para empresas estrangeiras só recebe aplausos entre setores muito minoritários da classe média coxinha.

Ilegítimo e impotente, Temer recebe de pernas bambas esse golpe frontal do supremo e carrega seu governo impopular e desastrado um fim de mandato trágico, tanto na política quanto na economia.