Genocídio
Política pública para o combate a pandemia de Covid-19 gerou um estrangulamento do atendimento médico em todo o país
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Estrangulamento do atendimento médico causado pela pandemia afeta hospitais em todo o país. | Foto: Reprodução.

A política pública dos governos burgueses para o coronavírus é totalmente ineficaz. O estrangulamento do atendimento médico causado pela pandemia afeta não só as pequenas mas como as grandes cidades do país, em que os hospitais estão completamente lotados e o povo sofrendo de covid-19 e outras doenças, mostrando a total falta de capacidade dos governos capitalistas em lidar com a crise.

Realidade comum em todo o país

Em São Paulo, por causa da superlotação e equipe reduzida, o Hospital das Clínicas de Campo Limpo Paulista está atendendo apenas casos de urgência e emergência. Essa decisão têm causado diversas reclamações de moradores da cidade. A situação foi explicada em um cartaz, que foi posto na porta do hospital. De acordo com o comunicado, os atendimentos das áreas de ginecologia e pediatria ainda funcionam normalmente.

O hospital contava com cinco clínicos gerais, mas perdeu um dos profissionais e outros três estão atendendo 15 pacientes, internados em estado grave. Dessa forma há apenas um médico disponível o que ocasiona em atrasos nos atendimentos. Além das filas, os usuários também reclamam de falta de medicamentos. Também estão em falta no hospital itens de higiene, como sabonete e papel nos banheiros, para que as pessoas higienizem as mãos, uma prática fundamental para como uma das medidas de controle do coronavírus.

Política da burguesia gerou o caos

É preciso denunciar os verdadeiros causadores da situação, pois ao invés de culpar o povo como a pequeno-burguesia esquerdista adora fazer, a reboque da direita, é preciso colocar as coisas em seu devido lugar: são os governos burgueses capitalistas os verdadeiros responsáveis pelo genocídio causado pelo coronavírus.

O país ficou em uma situação extremamente crítica do ponto de vista não só da população do país como também da população mundial. Com uma segunda onda chegando, se é que a primeira onda terminou, os números de mortes só aumentam. Então a questão-chave que deveria ter sido analisada é de que que maneira este vírus foi combatido.

Se compararmos a situação brasileira, com a situação internacional, é um caso extremamente crítico. Pois nunca houve, num primeiro momento a possibilidade da maior parte da população ser testada para assim detectar o contágio e iniciar uma quarentena. O sistema de saúde brasileiro evidentemente nunca teve a menor condições de atender o grande número de doentes que se formou com a disseminação do vírus.

Os governos só atuaram de maneira demagógica, de um ponto de vista geral, só distribuíram dinheiros para os capitalistas e em relação a população não se viu absolutamente nada, a não ser o auxílio-emergencial, que se tratou de uma verdadeira esmola que em nada resolveu o problema, simplesmente serviu como uma barreira de contenção da revolta popular.

O programa do PCO para o enfrentamento da crise do coronavírus

Logo em março, com a explosão de casos no mundo inteiro e no Brasil, o Partido da Causa Operária lançou um programa de 32 reivindicações que o PCO defende para responder à crise econômica e de saúde pública. Era um esboço inicial de um documento que procurava tocar nas questões-chave do problema do coronavírus.

Entre as medidas, estavam o aumento imediato das verbas para a saúde, aumento do número de instalações e equipamentos, a suspensão das aulas nas escolas e universidades, a contratação imediata de todo o pessoal da saúde necessário para enfrentar a crise, aumento do número de leitos nos hospitais públicos, a distribuição gratuita da máscaras, luvas e álcool e remédios, formação de conselhos populares de fiscalização do serviço de saúde, estatização de todo o sistema de saúde, estatização dos laboratórios, estatização da produção de equipamento de saúde, construção de abrigos para os moradores de rua, aumento das vacinas disponíveis contra a gripe e abertura de mais postos de vacinação, proibição de cortes de luz e água, estabelecer sistema de testes em todos os lugares,. suspensão do rodízio de automóveis, proibição das demissões, licença saúde paga para todos os afetados pela crise, redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, formação de turnos com pessoal reduzido, comitês de controle do abastecimento e especulação com gêneros de primeira necessidade, proibição da superlotação do transporte público, entre outros.

O PCO colocou como primeira regra da defesa do povo na crise: não confiar nos governos e instituições. Eles nem querem, nem têm condições de dar uma saída positiva para a crise do ponto de vista do povo. E isso ficou provado com o tempo, em que as mortes só aumentam e as soluções não aparecem, finalmente, só um governo dos trabalhadores da cidade e do campo poderia ser capaz de realizar uma alternativa para a situação, o que impõe a todas as organizações operárias, populares e democráticas que se coloquem em estado de emergência para defender a vida da população.

Continua na ordem do dia e compete à Central Única dos Trabalhadores, maior organização de massas do País convocar imediatamente um grande congresso popular da cidade e do campo para discutir a amplitude da crise, elaborar um programa popular para enfrentá-la e um plano de lutas para a mobilização popular para impor ao governo esse programa.

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