Crise capitalista: sarampo se prolifera na Europa

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Da redação – Desde a crise de 2008, o capitalismo jamais se recuperou, como a imprensa burguesa chegou a alardear. Os empregos recuperados nos EUA, por exemplo, voltaram com salários muito menores. Na Europa, um dos casos mais graves de crise econômica é o da Ucrânia, que sofre com uma onda de políticas neoliberais entreguistas depois dos golpe neonazista de 2014. Uma das consequências foi a redução nas campanhas de vacinação contra o sarampo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 23 mil pessoas foram atingidas pelo sarampo na Ucrânia nos seis primeiros meses do ano. A partir da Ucrânia, a doença se espalhou por toda a Europa, que já registrou 41 mil casos. Ainda segundo a OMS, 37 pessoas morreram no continente esse ano, sendo 14 mortos registrados na Sérvia. Em 2017, o número de casos de sarampo atingiu 23 mil na Europa, em 2016, foram apenas 5,2 mil pessoas infectadas. Um salto que demonstra a catástrofe econômica do golpe e do capitalismo em crise.

A recomendação da OMS para acabar com os surtos de sarampo é que 95% da população seja vacinada. No entanto, países mais pobres no continente europeu estão com cobertura abaixo de 70%. Junto com a deterioração das condições de vida dos trabalhadores, isso está levando a um alastramento da doença. Essa é mais uma evidência contundente da falência de um modo de produção estagnado e apodrecido.