Circenses sofrem com crise
A grave situação não só das trupes circenses, mas dos trabalhadores do setor cultural como um todo, se dá com o aval da burguesia e da direita, que são inimigos da cultura
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Famílias inteiras dependem da atividade circense | Foto: Gilvan de Souza

Não é nenhuma novidade que o setor cultural tem encontrado de forma bastante acentuada dificuldades para ultrapassar a crise do novo coronavírus. Isto porque a maioria dos artistas do país vivem da sua produção cultural de forma autônoma e dependem exclusivamente de suas apresentações em teatros, bares, ruas, sinais, etc., o que se tornou inviável desde o inicio do isolamento social. Dentre estes trabalhadores que dependem da cultura para sua sobrevivência e de suas famílias, estão os artistas de circo que possuem diversas particularidades que os tornam ainda mais vulneráveis nos momentos de crise e que estão sendo duramente afetados pela crise capitalista que se intensificou com a pandemia.

A situação é tão grave para estes artistas diante da crise que até mesmo companhias circenses grandes e de maior visibilidade estão enfrentando dificuldades, recentemente por exemplo o tradicional grupo canadense conhecido internacionalmente Cirque du soleil entrou em recuperação judicial para evitar maiores estragos. O esfacelamento que está afetando os circos encontra condições ainda piores quando se dirige a companhias e trupes menores e com bem menos recursos que o Cirque du soleil, o que a é a realidade da maioria dos trabalhadores circenses.

Os artistas circenses em sua maioria fazem parte de pequenas e médias trupes que vivem se deslocando de cidade em cidade para fazer suas apresentações e sobrevivem basicamente da arrecadação dos ingressos vendidos para as apresentações. Impossibilitados de realizar suas apresentações muitos ficaram completamente sem renda e até mesmo correm o risco de serem despejados dos terrenos que alugam para se instalarem e armarem suas lonas; muitos outros vivem em situações precárias e sequer possuem acesso a sistema de esgoto e água. Famílias inteiras que integram os circos relatam estarem passando por dificuldades até mesmo para se alimentarem, tendo recorrido a ajuda de moradores dos locais em que se estabelecem, que ajudam com alimentos.

Todas estas dificuldades pelas quais têm passado não só as trupes circenses, mas os trabalhadores do setor cultural como um todo, acontecem com o aval da burguesia e da direita que são inimigos da cultura e deixam isto bem claro quando atacam a cultura e os que dependem dela. Com a pandemia do coronavírus, estes ataques, longe de cessaram, se intensificaram desde corte de verbas para cultura até fechamento de espaços culturais, assim como também intensificaram os ataques à toda a classe trabalhadora e pelo mesmo motivo: salvar os capitalistas. É esse descaso com a cultura que tem jogado sob os artistas independentes as mais cruéis mazelas da crise capitalista, como a fome, que têm ameaçado estes trabalhadores.

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