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Retomada do caso Marielle Franco expõe a crise da direita

Na última semana, uma série de informações sobre o assassinato de Marielle Franco, ocorrido há quase 600 dias, vieram à tona

Ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada pelos golpistas. –

No dia 29 de outubro, o Jornal Nacional, principal telejornal das reacionárias Organizações Globo, exibiu uma reportagem em que alegava que o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro teria visitado um dos acusados de ter executado a ex-vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) no dia que aconteceu o crime. A reportagem exibiu o depoimento do porteiro de um condomínio onde Bolsonaro tem casa, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que afirmou que Élcio Queiroz, acusado do assassinato, teria informado que iria até a residência de Jair Bolsonaro.

O possível envolvimento do presidente da República com um caso de assassinato, ainda mais tendo sido divulgado por meio de uma reportagem do maior órgão da imprensa burguesa brasileira, causou uma enorme repercussão. O Ministério Público, por sua vez, resolveu se pronunciar no dia 30 de outubro, alegando que o depoimento do porteiro era falso. O Ministério Público tinha acesso às gravação do interfone do condomínio, e afirmou que não houve uma chamada da portaria para Bolsonaro.

As alegações do Ministério Público, no entanto, não foram suficientes para dar fim à crise. A promotora que veio a público afirmar que o depoimento era falso não garantiu que as gravações não haviam sido adulteradas. Pouco depois, fotos da promotora apoiando Bolsonaro foram divulgadas, provocando seu afastamento do caso.

Ao assistir à reportagem do Jornal Nacional, Jair Bolsonaro decidiu acusar Wilson Witzel (PSC), atual governador do Rio  de Janeiro, de estar tramando uma conspiração contra ele e sua família, tendo como objetivo a disputa das eleições presidenciais de 2022.

No dia 3 de novembro, o presidente ilegítimo declarou em público que havia retirado as gravações da portaria de seu condomínio. Assim falou o próprio Bolsonaro:

Nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de ano. A voz não é minha.

A declaração de Bolsonaro foi entendida por adversários como uma confissão de obstrução de justiça, uma vez que o golpista teria se apropriado de provas relacionadas às investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes.  No dia 4 de novembro, o Instituto Anjos da Liberdade apresentou um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro. O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) também declarou que pretende entrar com um pedido de impeachment, mesmo isso sendo contrário à orientação do Diretório Nacional de seu partido.

Em sua edição de ontem (5), o jornal golpista Folha de S. Paulo publicou uma matéria alegando que a Polícia Civil do Rio de Janeiro já sabia, há 11 meses, que os acusados de assassinar Marielle Franco haviam ido ao mesmo condomínio onde Bolsonaro mora horas antes de o crime ocorrer. No entanto, essa informação só foi divulgada no mês passado.

Todos os acontecimentos registrados nos últimos dias envolvendo o assassinato de Marielle Franco – um evento que ocorreu há mais de um ano e meio – expressam a crise em que o regime político se encontra. As acusações de Bolsonaro a Witzel, que são defensores da mesma política de extermínio do povo pobre, mostra as dificuldades que Bolsonaro vêm tendo em estabelecer um governo de extrema-direita. O governo Bolsonaro é um fracasso, e isso tem feito com que até mesmo o seu próprio partido, o PSL, se mostre disposto a abandoná-lo. Por isso, Witzel aparece não mais como um aliado, mas como um futuro concorrente.

O fato de essas denúncias acusando o presidente da República de estar envolvido com o assassinato terem vindo da própria imprensa burguesa também é um forte indicativo de crise. Expõe, assim, a insatisfação da burguesia com Bolsonaro, de modo que está colocando ainda mais pressão sobre o seu governo para que ele atenda a seus interesses. Os pedidos de impeachment também vão no mesmo sentido: os autores do pedido de impedimento o fizeram porque perceberam que há um clima de insatisfação generalizada contra o governo que poderia fazer com que o processo fosse levado adiante.

As contradições do regime golpista, que estão arrastando Bolsonaro para uma crise de enormes proporções antes mesmo de encerrar seu primeiro ano de governo, devem ser exploradas pelos trabalhadores para organizar um movimento efetivo e vitorioso. Por isso, é preciso aproveitar o momento para intensificar a mobilização pelo “Fora Bolsonaro” e reivindicar a derrubada imediata do governo.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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