Criar comitês de autodefesa nas ocupações de Curitiba

O movimento operário de conjunto, as organizações democráticas, muitas que estão em Curitiba, tem sido sistematicamente atacadas por organizações fascistas.

A ação de Curitiba, que deixou dois feridos, não deixa dúvida sobre o que está acontecendo. Quando existe um grupo de pessoas armadas para atacar militantes da esquerda, é o fascismo que está se organizando. E, como já foi visto, não são episódios isolados.

Um dos casos mais escancarados foi o da ex-vereadora do Psol, Marielle Franco, executada com quatro tiros na cabeça, no Rio de Janeiro, além de vários ataques de outros movimentos.

O movimento direitista vai crescendo, tornando sistemático os ataques às organizações populares. É uma advertência. É preciso uma resposta da esquerda, política. Esses grupos, da direita, age com a cobertura policial, e são integrados por elementos do Estado, das forças de repressão.  Diante desse acontecimento, algumas lideranças exigem a proteção policial dos manifestantes.

Está mais do que na hora da esquerda discutir um instrumento de defesa próprio. Se houvesse uma organização dessa formada, o acampamento não teria sido atacado. As forças de repressão não vão defender os trabalhadores, eles estão ali abrigados pelo Estado. O caso da vereadora do PSOL revela esse problema.

As milícias do Rio, por exemplo, são formadas por policiais e ex-policiais. A falta de esclarecimento do problema mostra que tudo vai ficar como está, e deve se agravar. A direita não está disposta a nem apresentar um “bode expiatório”, como no caso do ataque à caravana de Lula, que também até hoje não tem sequer nenhum suspeito.

Se o movimento operário não se organizar, todos irão virar alvos humanos. É preciso fazer frente a direita por meios próprios dos trabalhadores e de suas organizações.