Golpe na América do Sul
Crise no regime político equatoriano se acentua a pouco mais de um mês das eleições presidenciais
Sr._Presidente_Constitucional_de_la_República_del_Ecuador,_Ec._Rafael_Correa_(4882266692)
Ex-presidente do Equador no exílio, Rafael Corrêa | Foto: Reprodução".
Sr._Presidente_Constitucional_de_la_República_del_Ecuador,_Ec._Rafael_Correa_(4882266692)
Ex-presidente do Equador no exílio, Rafael Corrêa | Foto: Reprodução".
Quito, 21 dez (Prensa Latina) A tensão entre os principais órgãos eleitorais do Equador aumentou hoje com a apresentação de um recurso, pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), contra o juiz do Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) Angel Torres.
Segundo comunicado oficial, ‘o argumento para requerer a substituição do juiz Torres baseia-se em declarações que fez em diversos meios de comunicação e na necessidade de um processo imparcial e transparente’.

O recurso visa garantir a neutralidade das ações do juiz, tendo em vista que a referida autoridade ouviu o processo 080-2020-TCE como relator, relativo à restituição da personalidade jurídica do movimento de Justiça Social e à reparação de um suposto violação dos direitos daquela organização política, especificou a CNE.

Por sua vez, o TCE remeteu processo à Procuradoria-Geral do Estado contra a presidente da CNE, Diana Atamaint; o vice-presidente, Enrique Pita; e aos conselheiros José Cabrera e Luis Verdesoto pelas indiciações de responsabilidade penal por descumprimento de sentença do órgão contencioso.

Após a CNE ter rejeitado o registo de candidatos à Justiça Social, o TCE decidiu aceitar a participação da força política nas eleições, o que gerou reclamações entre as duas instâncias.

As divergências mantêm indefinida a lista das chapas presidenciáveis para as eleições de 2021 e, portanto, o boletim eleitoral para impressão não está firmado.

Os problemas existentes não dizem respeito apenas às autoridades eleitorais, às organizações políticas e aos órgãos de apoio ao processo eleitoral, mas também à população e, consequentemente, a percentagem de eleitores desinteressados em ir às urnas parece estar a aumentar.

Em meio a esta situação, muitos consideram a votação como um processo crucial para o futuro do Equador, atingido por uma forte crise econômica, agravada pelo impacto da pandemia Covid-19, que deixou um acumulado de 206.257 infecções.

Presidente e vice-presidente da nação, membros da Assembleia Nacional e parlamentares andinos são as dignidades a serem eleitos em 48 dias e que iniciarão sua gestão a partir do mês de maio, por um período de quatro anos.

Relacionadas
Send this to a friend