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Copy, Paste

Creepypastas: Uma legítima cultura da internet

Em tempos onde a internet não era essa coisa bonita que vemos hoje, a escassez de informação permitiu a origem das creepypastas

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The Rake, uma das creepypastas mais populares da internet – Reprodução: Mundo Sombrio

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Na internet, é comum vermos vários tipos de contos e estórias de todos os gêneros sendo divulgadas nos fóruns de redes sociais. Entre os diversos gêneros, uma que chamou a atenção no início da última década foram as creepypastas, um gênero de lenda urbana da internet.

As creepypastas são um patrimônio cultural da internet, são contos de terror feitos para serem postados em fóruns, onde a creepypasta conta alguma história fictícia de terror que comumente tem a pretensão de parecer real e recebe contribuições ao estilo telefone sem fio, onde a história sofre alterações e incrementos ao longo da sua difusão pela internet.

O gênero viralizou deste modo, principalmente pelas histórias que se propunham a ser reais, que podiam vir com um molde de narrativa, onde há um narrador explicando os acontecimentos, na forma de um diário, na forma de um ritual – onde normalmente é explicado um tutorial de como fazer um ritual que supostamente invoca alguma entidade/espírito – e há também os chamados episódios perdidos, que consistem em supostos episódios de desenhos ou séries com conteúdo perturbador. Pode parecer um pouco cômico mas, pouco se podia saber a veracidade das histórias nos primeiros anos da internet, onde o acesso à informação era menor.

A subcultura das creepypastas viralizou muito pelo fato de que é nascida na internet. O próprio nome sugere sua facilidade em ser divulgada, Creepypasta tem seu nome vindo de copy paste, que significa copiar e colar. 

Há várias creepypastas famosas, como Jeff the Killer, The Rake, A expressão, Carazi e etc. Todas são produzidas por pessoas que participam de grupos, páginas ou blogs focados no tema. Claro que, com o alto número de creepypastas, é normal que se encontrem alguns contos ótimos e outros toscos.

Um dos grandes exemplos de crepypastas de criação coletiva e anônima é o SCP, uma organização fictícia que contém objetos, indivíduos, locais e entidades que violem a lei natural e o nosso entendimento de mundo. No site, várias pessoas diferentes escrevem “relatórios” que contém, por exemplo, procedimentos especiais de contenção para cada um dos SCPs criados, que pode ser desde um copo voador até uma entidade milenar. O tipo de terror explorado no SCP é um tipo de creepypasta mais inspirado no estilo de terror lovecraftiano, ou horror cósmico, que enfatiza o horror do irreconhecível ou incompreensível, que choca e aterroriza mais que elementos comuns do terror como sustos, gore ou sangue.

As narrações foram algo que contribuiu muito com a popularidade das histórias, o Youtube foi importantíssimo para a difusão dessa cultura através dos canais que narravam as histórias e contavam um pouco da sua origem com vozes e trilhas que se propunham a ser horripilantes e acabavam por ser mais macarrônicas do que qualquer outra coisa.

É exatamente o aspecto de ter nascido da internet que torna a creepypasta importante, onde várias pessoas podem contribuir com novos contos de terror. A simplicidade narrativa e seu aspecto coletivo as fizeram ser o que são hoje, um novo gênero de terror criado na internet e que diariamente se expande, mesmo que tenha perdido sua força nos últimos anos, principalmente devido à expansão do uso da internet que possibilitou aos usuários checar a veracidade das histórias com facilidade, diminuindo a mutação das histórias pela reprodução ao longo da internet.

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